Tião prepara missão no Japão e faz consulta a Justiça Eleitoral

Viana apresenta “O Novo Acre” ao cônsul do Japão em Manaus

O governador Tião Viana fez uma consulta inesperada junto ao Tribunal Regional Eleitoral, cujas respostas obvias foram conhecidas no ultimo dia 11, assinadas pelo procurador da Republica Ricardo Piazenski. Viana fez indagações triviais (veja abaixo) sobre a sucessão de governo no caso de ele se ausentar do estado. O questionamento gira em torno da possibilidade de a vice-governadora Nazaré Araujo, pre-candidata a primeira suplente de Jorge Viana, e o presidente da Assembleia Legislativa, Ney Amorim, pre-candidato a senador, “se absterem” de assumir o Palácio Rio Branco.

A lei e clara: na ausência do titular, assume, de forma natural e automática, a vice-governadora. E, na impossibilidade desta, o presidente da Aleac deve responder pelo cargo – não havendo exceções ou faculdades para esta regra legal. “Isto e inegociável”, respondeu o procurador.

O governador precisa de autorização legislativa se a viagem for alem de 15 dias. Em ambos os casos, ele, Tião, tem a obrigação de apresentar relatório de viagem – um expediente exigido pelos princípios da transparência no serviço publico que, raramente, tem sido cumprido.

Chamam atenção as possíveis razoes para a consulta feita pelo governador. Um parlamentar da base aliada confidenciou ao acjornal que Tião Viana prepara uma viagem de 15 dias ao Japão. A agenda do governador e comitiva ( nao se sabe quantos assessores ele pretende levar) não deve ser revelada ate a véspera da viagem. O governador chegou a apresentar o que chama de “O Novo Acre” ao cônsul geral do Japão em Manaus.

Surgiram especulações sobre o objetivo desta missão, sendo a mais latente o desejo de Viana em fechar acordos financeiros com o pais que domina a tecnologia mundial e possui uma das moedas mais fortes do planeta. Dai a importância de levar com ele o presidente do parlamento estadual, a fim de aumentar o seu poder de convencimento junto as autoridades japonesas. Mas resta a preocupação do próprio governador em deixar a Aleac sob o comando do vice-presidente, Eber Machado (PDT), que, embora aliado, tem assumido postura critica, cobrando atenção do estado em setores essenciais como Saúde, Segurança e, no caso da capital, defendendo investigação profunda na relação com os empresários do transporte coletivo.

Os preparativos da viagem estariam adiantados, especialmente agora, num momento nevrálgico em que o Acre corre serio risco de sofrer intervenção federal em decorrência da crise na Segurança Publica, e do desprestigio flagrante do PT junto ao governo Temer.

“As finanças do estado estão muito doentes. Buscar ajuda internacional pode ser a ultima cartada para evitar um colapso”, opinou um deputado.

A gestão Tiao Viana caminha para um fim melancólico?