Tião e Márcia Regina fazem lambança na Casa Civil e lei de plantões emergenciais volta para Aleac após ser sancionada

O governador Tião Viana assinou uma lei ser ler, acusou o deputado Gerlen Diniz (PP). A chefe da Casa Civil, Márcia Regina, mandou publicar no Diário Oficial uma lei que não revisou e, supostamente, não leu também. O resultado da lambança poderia ser a melhor notícia que os técnicos e enfermeiros do Acre poderiam receber neste ano, mas está virando um pesadelo para os trabalhadores. A tal lei, publicada no Diário Oficial da última quinta-feira, aumenta para R$ 600,00 o valor de um único plantão emergencial, retroativamente a julho deste ano. E esse valor seria reajustado para R$ 720,00 em janeiro do ano que vem. Hoje, esse extra, de 12 horas, vale apenas R$ 90,00.

O deputado Gerlen Diniz disse que a lei é resultado de um acordo com os sindicatos. O assessor especial do governo, Irailton Lima, diz que esse assunto sequer entrou em negociação. Após divulgação da notícia com exclusividade, na noite desta segunda-feira, pelo acjornal.com, os advogados do governo trabalharam durante a madrugada para tentar consertar a bagunça. Uma nova proposta de lei tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Aleac, para derrubar a proposta anterior.  “O governador tinha a prerrogativa de vete, mas não vetou. Eu só posso supor que ele anda assinando coisas sem ler”, declarou Diniz. É possível que a lei sancionada e publicada no DOE seja revogada ainda na sessão desta terça-feira. “Eu quero ver a cara dos deputados aliados que aprovaram a lei e, agora, receberam orientação do governo para votar contra. Eu só digo que a oposição não vai apoiar”, disse o deputado pepessista.

Irailton Lima, ao comentar o assunto, disse que a Casa Civil mandou o documento ao Diário Oficial “na pressa”, não havendo tempo para revisão. O assessor do governo amanhecer esta terça-feira enviando áudio pelo aplicativo whatsapp a alguns sindicalistas. Um dos destinatários é o presidente do Sintesac, Adailton Cruz, que diz defender os trabalhadores mas preferiu acatar a orientação do governo.