Sindicato rural com 8,6 mil filiados em Cruzeiro do Sul declara apoio a Rosana do Sinteac: “nosso último cartucho”

A professora Rosana Nascimento, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), a maior entidade de classe do estado, foi surpreendida com a declaração de apoio do STR de Cruzeiro do Sul. O sindicato representa 8,6 mil trabalhadores rurais filiados somente em Cruzeiro do Sul. O presidente do STR, Francisco Chagas, disse que Rosana é “o último cartucho do movimento sindical. Se não for agora, as categorias de trabalhadores ficarão sem identidade”.

A professora, que é presidente da Executiva Regional do PPS, fez um agradecimento ao STR e esclareceu que o momento é de pré-campanha, de acordo com o que estabelece a Lei Eleitoral. Para ela, a aceitação em torno do seu nome, sobretudo entre famílias de agricultores e entre os trabalhadores de vários segmentos (Educação, Saúde, Segurança e Produção Familiar) vai pesar bastante no momento de reafirmar a candidatura para deputada federal. A professora criticou a legislação ambiental em vigor e criticou a bancada federal do Acre diante do “açoite” às famílias rurais que são multadas em valores que superam em até dez vezes a avaliação de suas propriedade. “O programa Fogo Zero veio para acabar com a perspectiva de vida dessas pessoas. Imagine não poder queimar um pedaço de chão para plantar, colher e comer….inviabilizaram o cultivo do arroz, do feijão, da mandioca, alimentos usados para consumo dos próprios agricultores, já que o Estado é incompetente para alavancar o setor produtivo e conseguiu falir o extrativismo. Onde estão nossos deputados federais?”, questiona Rosana.

O presidente do STR entende que o pouco avanço no setor aconteceu no início do primeiro governo Jorge Viana. “De lá pra cá, o Instituto Chico Mendes só tem aparecido para multar. os colonheiros estão com CPF negativados, devem perder suas terras para a União e ainda ficarão com dívidas altíssimas no banco. Muitos políticos usaram os trabalhadores, especialmente as famílias que moram em locais distantes onde nenhum deles jamais pisou. Certamente, eles vão precisar de nós neste ano. Eu, particularmente, tenho que reconhecer a luta feita pela professora Rosana, que não esqueceu suas bases. Estamos órfãos de uma representatividade política em Brasília. Precisamos virar essa página”, concluiu.