Rapaz que esmurrou controlador do Acre em saída de boate: “não foi por causa de política. Ele se meteu em briga de casal”

“Não foi por causa de política”, disse o rapaz que esmurrou o controlador geral do estado, Giordano Simplício Jordão, na saída de uma boate, na manhã do último domingo. “Ele e a turma dele, todos embriagados, se meteram onde não deviam”, afirmou. O estudante, localizado pela reportagem de acjornal, afirmou que estava acompanhado de um casal de amigos, indo para casa, por volta de 5 horas da manhã. O casal, segundo ele, começou a discutir e a cena chamou atenção das pessoas que estavam por perto.

“Um grupo veio por trás e começou a espancar a gente. Em seguida, outras pessoas que estavam com ele entraram na confusão. Eu levei chutes pelo corpo, soco no olho e meu amigo teve um corte que pegou alguns pontos na cabeça. Não vou negar, a gente partiu pra cima dele mesmo, por que a gente não conhece esse cidadão e ele não tinha nada que atacar a gente. Nós fomos encurralados contra o muro, como mostra o vídeo. Ele (Giordano) se aproxima e covardemente bate na gente, enquanto os amigos dele seguram a gente. Ali ficamos indefesos enquanto ele e os amigos dele batiam na gente. Eram um monte contra nós dois. Eles bateram o quanto podiam e depois saíram. Veio um homem que a gente também não conhecia e se ofereceu para levar a gente ao Pronto Socorro”, relata o rapaz.

Giordano, que acumula a Presidência do Iteracre, disse ter sido chamado de “petralha”, dando a entender que tenha sido vítima de uma agressão motivada por questões políticas. “Meu amigo, nem de política eu gosto. O que é petralha mesmo?”, reagiu o homem que estava com a namorada e confessa ter esmurrado o secretário.

Os dois amigos disseram que foram “assediados” dentro do Pronto Socorro, quando recebiam atendimento. “Apesar do olho roxo, eu não precisei de atendimento médico, mas estava aguardando meu amigo ser atendido. Uma mulher (não sabe dizer se era funcionária do hospital) chegou pra mim e disse pra mim sair fora, pois estava cheio de polícia e poderia sobrar pra mim. Meu amigo me chamou lá dentro. Eu fui e o segurança mandou eu ir embora”, relata.

O outro rapaz, que levou cinco pontos no couro cabeludo e apresenta um hematoma no olho, admite que Giordano ainda tentou tirar satisfações dentro do hospital. “Ele estava na maca ao lado da minha. E disse que eu tinha desfigurado a cara dele, e que ele ia me pegar lá fora”.

 

 

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