Quem és tu, Mamed Dankar?

O vereador Mamed Dankar, do PT, passou a conspirar contra a administração da prefeita Socorro Neri com uma ferocidade desmedida. Chegou ao extremo de culpá-la pelas péssimas condições das ruas da Cidade do Povo, conjunto habitacional entregue pelo governo de Tião Viana, de quem lambeu as botas, inclusive ocupando cargos de confiança sem jamais opor-se aos desmandos da época. A estratégia do vereador é uma missão impossível: se livrar do antipetismo ainda reinante, que condenam político como ele ao ostracismo.

Não pense, vereador, que os rio-branquense tem memória curta. O senhor, querendo se desvencilhar de suas próprias orígens, nos remete à hipocrisia dos religiosos fariseus aos quais Jesus Cristo chamava de víboras e escorpiões. Quem és tu, Dankar?

Não passavas que um medíocre barnabé encostado antes de ser fabricado candidato por um padrinho acusado de comprar votos com Kits de casas de farinha e motores de rabeta. São estas as suas referências. O eleitor merece respeito !

 
Pior que o ingrato que cospe no prato onde comeu, é intolerante que sempre cuspirá no prato que ainda vai comer. Toda a gestão pública precisa de opositores, mas as suas intervenções soam oportunistas em demasia. E por que só agora, nas prévias de um debate eleitoral? A sociedade espera grandeza na crítica, sabedoria e sinceridade para reconhecer acertos. O ataque gratuito – e fortuito – é obra de apedeutas.

Impossível apostar que uma gestão pública se esforce para errar. Daí a importância de se responsável e honrar a procuração lhe dada pelo povo: o voto. A opção de achincalhar não apagará resultados absolutamente medíocres, no sentido literal da palavra, construídos por quem o senhor há pouco bradava serem os salvadores deste torrão. 

Com um desempenho econômico pífio, o Brasil ficou aquém da média dos países emergentes no combate à miséria; durante os anos do petismo o Brasil foi medíocre no combate à desigualdade, da recessão e nos um dos 10 lugares mais perigosos do planeta. Nada fará o acreano esquecer o seu silêncio, vereador, numa época em que todos imploravam por gestos de um político decente. 

O senhor integra memórias horríveis. Pesadelos homéricos. Lembranças de uma organização criminosa capaz de roubar fundos de pensão, dilapidar o patrimônio da Petrobrás, comprar apoio parlamentar, superfaturar em bilhões obras que estão paradas até os dias atuais e, pasmem, perpetrar aquele que já é considerado o maior assalto aos cofres públicos, tornando os criminosos do Mensalão e Petrolão reles batedores de carteira- o desvio de trilhões do BNDES.

No Acre, não esqueça, fomos sentenciados ao atraso econômico e social e obrigou parte da população a viver de programas sociais. Ainda temos quase 200 mil pessoas abaixo da linha de pobreza e a violência campeia. 

Com esse prontuário, vereador, não perca tempo falando de virgindade e coerência. Contenha-se. Recicle-se. Aprimore-se. Poupe-nos desse ar de Madalena Arrependida.