Quem, afinal, defende maconheiros? Policlínica fala em “muitos militares acreanos dependentes químicos”, mas desiste da entrevista minutos depois

O diálogo com o dirigente da Policlínica

O diretor da Policlínica, coronel Vagner Stanislau, afirmou que “são muitos os policiais militares do Acre em tratamento contra as drogas” atualmente. Numa primeira conversa por telefone, a reportagem pediu uma entrevista detalhada sobre a questão, por volta de meio dia desta sexta-feira.

O coronel sugeriu que o repórter comparecesse pessoalmente ou enviasse as perguntas pelo aplicativo Whatsapp, o que foi feito imediatamente.

 

Eis as perguntas não respondidas:

1 Qual o efetivo estimado de militares acreanos em tratamento contra a dependência química?
2 – Qual o percentual de novos casos por mês ou ano?
3 – Em que consiste o tratamento?
4 – Há reincidência?
5 – Quais tipos de drogas são mais prevalentes?
6 – Esse pessoal tem se afastado ou é possível exercer a atividade policial no decorrer do tratamento?

Três horas depois, a reportagem comunicou que estaria publicando sobre o assunto, que não poderia mais esperar. Mas escreveria a declaração inicial do coronel.

O oficial passou a não mais responder as mensagens.  Algumas insistências depois, Vagner Stanislau, o tempo todo cordial, mudou de idéia.

“Com todo respeito, eu não tenho autorização para lhe conceder esta entrevista”, afirmou ele.

Na sequência, o acjornal voltou a perguntar:

Não entendemos por que evitar uma informação que é pública.
Soubemos que o progresso dos pacientes é satisfatório durante o tratamento.
O senhor acredita que esse assunto constrange a corporação?

O coronel respondeu:

“Não, porquê é uma condição inerente em todas as classes sociais e profissões. O importante, é que ocorra o tratamento”.

Ao final do diálogo, ele negou que sejam “muitos” os PM´s usuários de drogas.

Todos os “doentes”, certamente, passaram a usar entorpecentes após o ingresso no serviço público.

Correto?

Não?

Ou teriam burlado a investigação social no decorrer dos referidos concursos públicos?

Esta reportagem foi planejada para contrapor as declarações de dois argentes ( veja AQUI), segundo os quais todo usuário de droga jamais passará em concurso público. A atitude dos militares, durante abordagem de rotina, gravada e amplamente divulgada na Web, suscitou críticas de um jornalista, mais tarde atacado pelo comandante da PM, Ulisses Araújo, que o chamou de “defensor de maconheiros”.

Quem, afinal, defende maconheiros?

Boa reflexão a todos

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