Propina no Deracre: em gravação, empresario cobra “empréstimo” de R$ 200 mil para campanha do PT. Veja gravação

Gravações entregues na Policia Federal por alguns investigados na “Operação Buracos” confirmam o pagamento de “dinheiro extra” a empresários que prestam serviços ao Deracre. Todos os recursos irregulares eram gerados por meio de medições fictícias em obras que, geralmente, não eram concluídas – capina, usinagem de asfalto e ate aluguel de veículos e maquinas.

O acjornal da sequencia a serie de reportagens exclusivas sobre o escândalo que desviou aproximadamente R$ 700 milhões, inclusive na gestão do então diretor geral, Marcus Alexandre, ex-prefeito da capital e candidato a governador pelo PT. O Deracre fazia pedidos financeiros alegando algum tipo de emergência, a fim de alimentar um poderoso esquema com grupos terceirizados, dando como garantia medições superfaturadas. Na verdade, o governo usava a mão-de-obra informal para implantar o esquema criminoso do voto de cabresto (Veja AQUI).

A degradação que segue abaixo consta no relatório parcial do delegado Jacob Lima, responsável pela investigação. Nela, um orçamentista do Deracre e um empreiteiro conversam sobre a devolução de recursos ( 200 MIL) que haviam sido emprestado pelo órgão, a titulo de propina, para custear campanhas eleitorais do PT  e outros gastos com a logística de apoio as vitimas da alagações. O empreiteiro lembra que emprestou dinheiro para uma “emergência” e cobra o que foi prometido.