PP fecha as portas do partido e, ao relento, 60 filiados cobram empregos prometidos por Gladson Cameli

Sessenta filiados ao Partido progressista fizeram reunião na rua, na noite de ontem, após a direção do partido se negar a abrir as portas da sede partidária. O grupo trabalhou na campanha para eleger Gladson Cameli, os senadores Sérgio Petecão e Márcio Bittar e os deputados estaduais e federais atuais. Mas está desempregado, aguardando há cinco meses o cumprimento da promessa do governador, de que haveria espaço para todo mundo. O grupo editou um vídeo em que o então senador Cameli, antes de assumir o Estado, durante um café da manhã, disse olhar no olho de cada um e, prometendo que ninguém ficaria desamparado.

“A nossa revolta é que tem espaço no governo para o PT e todo mundo está vendo isso. Tem espaço inclusive para quem não somou na campanha. Não entendemos por que o grupo que estava na linha de frente é tratado assim”, declarou o líder do movimento, Marcos Soares. No grupo há pessoal da Juventude Progressista, do Movimento de Mulheres e ligados aos deputados eleitos, que preferiram nomear parentes. 

“Nós tivemos que tomar iniciativa, por que não está sendo fácil pra ninguém. Soubemos que as vagas estão acabando e as demandas prioritárias estão chegando do Vale do Juruá. Ou seja, o MDB está devorando os cargos e o PP, o partido que encabeçou a aliança, não pode ficar apenas observando. O que nós queremos é participar do governo”, declarou Marcos.

Mesmo ao relento, um assessor da senadora Mailza Gomes, presidente do PP, ouviu os desempregados. Mas sobraram promessas. Um novo encontro está agendado para a noite desta quinta, com uma comissão de 15 filiados.

O grupo pede o currículo de todos. Querem que sejam nomeados de acordo com o grau de instrução de cada. Aceitam, inclusive, trabalhar para terceirizadas. Mas não aceitarão o calote.