Povo quer Alessandra Marques chefe do Ministério Público do Acre

Em tempos de credibilidade quase zero das instituições, é impossível não pautar as eleições para Procurador Geral do Ministério Público do acre. Cabe registro a simpatia natural alcançada pela candidatura da promotora de Defesa do Consumidor, Alessandra Marques, em especial nas redes sociais, onde respeitada membro do MP mantém ativo e sempre atualizado o seu perfil, ferramenta que usa em tom crítico para opinar sobre a conjuntura e seus atores.

Alessandra é linha dura, como deve ser os que condenam a improbidade, a corrupção. Se assume avessa ao desvio de conduta dos agentes públicos, mas se permite interagir com os cidadãos mais simples, quebrando esse paradigma do superpoder e inacessibilidade que marca a imagem de 8 em cada 10 figuras públicas. Há de se reconhecer o destemor de Alessandra, suas declarações incisivas, às vezes ferinas, e reflexões que obrigam pensar no lugar de ser pensado.

O Ministério Público (MP) precisa de um gestor empenhado em fiscalizar e proteger os princípios e interesses fundamentais da sociedade. Por isso, seu funcionamento é independente de qualquer dos três Poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário. O novo chefe do MP deve ter o perfil de quem garante imparcialidade plena, livre de intervenção de qualquer dos poderes, capaz de guardar a promoção da democracia, da cidadania e da justiça e da moralidade.

Nós não queremos um MPAC eventual, mas, sim, essencial.

Qualquer nome que não seja Alessandra Marques será respeitado, mas irá contrariar uma maioria absoluta que não enxerga na promotora o perfil do protecionismo, da omissão, da parcialidade e do compadrio.

Marques ganhou notoriedade nacional quando atuou e desmascarou o golpe da Telexfree, a poderosa pirâmide financeira que atuava em todo Brasil. A eleição para um dos cargos mais importantes da vida democrática dos poderes teve seu processo de escolha aberto na quarta-feira, 30. Os nomes dos oito membros do MPAC que disputarão a composição da lista tríplice para escolha do Procurador-Geral de Justiça, para o biênio 2020/2022, já foi divulgada e homologada pela comissão eleitoral do pleito. A eleição será realizada no dia 18 de novembro de 2019, na Sala das Sessões dos Órgãos Colegiados do MP, no período das 08h às 17h.

Além da atual procuradora-geral, Katia Rejane, disputam também os procuradores de justiça Carlos Maia, Cosmo Lima, Edmar Monteiro Filho e Rita de Cássia. Na classe os promotores, concorrem Ricardo Carvalho, Francisco José Maia Guedes e Alessandra Garcia Marques.
Depois de 20 anos de governos Petistas, as relações entre Palácio e as instituições de poder da magistratura levaram os acreanos a desacreditar naqueles que têm, por obrigação, zelar e proteger as leis.

O Procurador João Pires, presidente da comissão eleitoral, é quem tem a responsabilidade de garantir transparência e um processo dentro das regras deste importante poder. Em todo estado são 83 aptos a votar, sendo que cada um escolhe três nomes.

Ao final, definida a lista Tríplice vencedora, o governador Gladson Cameli, 15 dias depois, fará a escolha do novo chefe do MP.