Politicagem a atrelamento partidario voltarão a reinar na CUT do Acre

Os delegados do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Acre (Sinteac) preferiram não compor com os dirigentes sindicais, ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT-AC) e ao Partido Comunista do Brasil (PC do B-AC) para assumir o comando da Central Única dos Trabalhadores no Acre (CUT/AC), por discordar da interferência política no movimento sindical acreano. Diante da discordância dos professores e funcionários de escola durante o Congresso Cutista ocorrido no fim da tarde de ontem no auditório da Livraria Paim, o presidente do PT Cesário Braga em conluio com atual vice-presidente da entidade, Edmar Batistela e o Fernandinho dos Urbanitários, esqueceram os desmandos patrocinados pelo governo de Tião Viana, contra os trabalhadores acreanos, para tomar a Central com base naquela velha máxima: “Os meios justificam os fins”…
Apesar da Educação não ter a maioria dos delegados do congresso, os representantes do Sinteac por não comungarem com o método intervencionista dos dirigentes dos partidos políticos decidiram não compartilhar o mesmo espaço no campo sindical. Porém, sem nenhuma cerimônia os representantes dos dois partidos políticos escolherem os nomes que lhe convinha na Federação dos Trabalhadores n Agricultura do Estado do Acre (Fetacre), sem respeitar o princípio da proporcionalidade dos sindicatos. Para fazer o trabalho sujo, eles convocaram a Francisca do PT do STR’s de Brasileia, o Assis do SRT’s de Xapuri, o vereador Cabeça do PT de Feijó, inclusive os dirigentes subservientes do STR’s dos municípios de Assis Brasil e Plácido de Castro.
Mais uma vez os petistas e comunistas agiram como abutres na carniça para tomar a Central Única dos Trabalhadores no Acre (CUT/AC) na última sexta-feira (dia 22). O mesmo grupo derrotado nas eleições do Sinteac, quando a professora Rosana Nascimento foi reconduzida ao comando do maior sindicato do estado, com uma votação histórica, que sepultaram os sindicatos nos últimos 20 anos de governo petista que fizeram o trabalho sórdido, para devolver a central aos domínios da política partidária, como medida de buscar mais espaço na vida pública.
Durante a última década a CUT/AC sobreviveu à interferência política no estado, porque a professora Rosana Nascimento não concordou com essa relação espúria sindicato/partidos. Esta independência que levou em conta a autonomia sindical ficou marcada na greve histórica da educação que durou mais de dois meses, que resultou na expulsão da sindicalista cutista dos quadros do Partido dos Trabalhadores e a ameaça de demissão em massa dos professores efetivos em fase comprobatória e a dispensa definitiva dos professores provisórios que insistiam em manter o movimento grevista, a professora Rosana optou por recuar do embate com o governador Tião Viana, para preservar o emprego dos grevistas.
Afinal de contas, nos últimos três governo petistas a CUT/AC foi a única entidade que se levantou para defender trabalhadores espoliados, pelo projeto de poder dos ‘Irmãos Vianas’ que deram as cartas no estado pelas duas últimas décadas. “Não Vamos dar dinheiro da educação para partido político”, declarou a professora Rosana Nascimento, para os aliados que denunciavam os desmandos patrocinados pelos partidos, com a conivência do vice-presidente da central.

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