Policial penal que matou a esposa continua no Hosmac, direção do presídio atropela ordem de juíza e Asmac aceita calada

O policial penal Quenisson Lima, que matou a esposa, Erlandes Matos, na última quarta-feira, segue no Hosmac, em flagrante descumprimento de ordem de prisão emitida pela juíza de Execuções Penais, Andréia Brito.

A magistrada determinou o recolhimento do acusado ao Presídio Francisco de Oliveira Conde, ainda na quinta-feira, mas a Polícia Militar e a direção do FOC fazem transferências ao seu bel prazer, sem comunicar ao Judiciário.

O presidente do Sindicato dos Policiais Penais, Betho Calixto, em sua rede social, diz que a legislação não permite manter agentes públicos ligados á segurança em presídios. A declaração sugere que a juíza errou ao mandar Quenisson para o FOC.

Em nota, a Asmac, a associação que representa os magistrados, optou por atacar setores da imprensa local e evitou confrontar o estado, responsável pela custódia do presidiário.

Quantos presos estariam sendo remanejados sem conhecimento do Juízo de Execuções Penais? Qual a validade de uma sentença que é descumprida impunemente? Será assim com todo detento minimamente importante ou influente? O Judiciário do Acre aceitará até quando que suas ordens sejam desfeitas para agradar protegidos das polícias?

A reportagem apurou que Quenisson não precisa de cuidados específicos da medicina que cuida de pacientes com transtornos mentais. Ele está numa ala restrita para doentes mentais, incomunicável, sob a custódia de três policiais.

Na noite desta sexta, a diretora de Comunicação do Tribunal de Justiça, Andreia Zillio, informou que a juíza Andréia Brito iria se pronunciar. A magistrada estava incomodada com o descumprimento de sua determinação. Instantes depois, ao noticiarmos que a PM teria removido o preso por conta própria, o TJ comunicou ao acjornal que a magistrada preferiu não comentar o assunto.

 

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