Policial federal foragido e sua mãe, acusados pela morte da filha e neta de 2 anos, vão a Júri Popular

O Ministério Publico Estadual encaminhou ao Juiz Alesson Brás, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, a denúncia contra o Policial Federal Dheymerson Cavalcante Gracino e, de sua mãe, Maria Gorete, pela morte da própria filha e neta. O policial e sua genitora foram denunciados por homicídio qualificado por torpeza, asfixia e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, um bebê de apenas 2 meses.

A pequena Maria Cecília estava sob responsabilidade do pai e da avó, e morreu no dia 08 de Março deste ano, após tomar duas mamadeiras de leite artificial. O laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Civil atestou como causa da morte bronco aspiração, insuficiência respiratória e obstrução das vias aéreas, provocados pela alta quantidade de leite que ingeriu.

Na época, a mãe da criança acusou o policial de premeditar a morte de Maria Cecília para não pagar pensão alimentícia. O inquérito do caso foi concluído em julho pelo delegado Martin Hessel. No curso da investigação a prisão do policial chegou a ser pedida, mas foi negada pelo o juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri.
O Ministério Publico Estadual recorreu à Câmara Criminal, que em 09 de Julho, acatou o recurso e decretou a prisão preventiva do federal Dheymerson Cavalcante. Ele está foragido.

Se a denúncia foi aceita, Dheymerson e mãe Maria Gorete passarão da condição de acusados para réus e devem ser julgados em Júri Popular. A denúncia é assassinada pelo promotor de justiça Ildon Maximiano.