Sem perspectivas em Roraima, chegam ao Acre os primeiros imigrantes venezuelanos

Uma placa de pedido de ajuda financeira chama atenção de quem passa pela esquina da Rua Rio Grande do Sul com a Marechal Deodoro, nas proximidades da Livraria Paim, centro de Rio Branco. Uma família de refugiados Venezuelanos formada por um casal e duas crianças estendiam uma plaquinha. E abordava motoristas.

O casal Rony Jesus, de 31 anos, e Dinorá, de 28), está em Rio Branco há duas semanas. Fugiram da crise na Venezuela, após algum tempo de desesperança em Roraima. Aqui,  buscam uma alternativa de sobrevivência.

Ele conta que estavam há dois anos em Pacaraima – RR, cidade brasileira que mais recebe refugiados que fogem da crise econômica na Venezuela. Segundo Rony, em Roraima a situação é difícil, não tem emprego e poucas pessoas são solidárias com os imigrantes.

“De Roraima desci para Manaus, onde fiquei pouco tempo e resolvi pegar um ônibus e pela BR Transamazônica, cheguei no Acre,” disse. O casal alugou um pequeno quartinho com um colchão, onde dorme com as crianças. Acertou pagar R$ 30 (trinta) mensais.

“gostamos muito da receptividade e humanismo dos Acreanos, pois muitos param e nos dão moeda, ou dois reais, e assim mostram sua solidariedade”. Perguntado se tinha sido abordado por alguma autoridade ele disse que não, apenas quer encontrar um ambiente para criar seus dois filhos, um de 2 e outro de apenas 1 aninho.

Tentamos contato com a secretaria de Direitos Humanos e Promoção Social do estado: Clarie Cameli, mas não obtivemos retorno.

Aos que queiram ajudar essa família, entre nem contato com o ACJornal que disponibilizaremos o contato telefônico de Rony Jesus.