No Acre, governo da mudança promove coronel preso por espancar a companheira, que assediou soldado em RO e chama jornalista de “filho de rapariga”

O coronel Kleiton Almeida, do Corpo de Bombeiros, tem as bênçãos do governo para aprontar impunemente, dentro e fora do quartel, estando ele em serviço ou à paisana. Respeito não é o forte do oficial, conhecido como “um lobo em busca de presas”. Goza, literalmente, de impunidade para, inclusive, espancar a companheira (veja história completa AQUI), assediar soldado militar de guarnições vizinhas, em Rondônia (veja história completa AQUI) e ainda debocha das vítimas ao comemorar promoções generosas, no curso das investigações, ordenadas pelo governo Gladson Cameli.

A última do coronel foi chamar o jornalista Assem Neto, o único com coragem para denunciá-lo, de “filho de rapariga”. No vídeo abaixo, o militar aparece saindo do angar e, sabe-se lá por quais razões, decide atacar a mãe do repórter. A conduta é digna de um moleque, habituado a voar nas asas do protecionismo. O jornalista não quis comentar o que, segundo ele, é problema para a justiça resolver, mas estranhou que o governo tenha ascendido o militar para comandante do grupamento aéreo do CBMAC. 

Uma sindicância aberta para apurar a agressão de Kleiton contra a mulher e o assédio contra a soldado de Rondônia caminha para uma pizza família. O processo deve ser arquivado, apesar dos flagrantes e documentação farta comprometendo a postura do oficial. Veja AQUI os indícios de que tudo ia dar em nada. 

Outro absurdo: o coronel Batista, comandante geral dos bombeiros, nomeou Cleyton como Assessor de Inteligência do CBMAC na SESP (Secretaria de Segurança). Porém, essa função não existe na Lei de Organização Básica nem muito menos pode ser gratificada.

A ex-companheira do tenente coronel Cleiton Almeida confirmou a sequência de violência doméstica e psicológica que sofreu nos últimos meses. O militar era subcomandante do Corpo de Bombeiros quando foi preso em flagrante após ter agredido a mulher, em 25 de agosto. Câmeras de segurança do INSS, no Centro da capital acreana, servem como provas em favor da vítima. Ao ser preso, a mulher relatou na polícia que aquela já era a terceira agressão que sofria.

A guarnição da Polícia Militar que atendeu a ocorrência e prendeu Kleiton Almeida. Ao comparecer no quartel do CB, a ex-mulher do militar estava acompanhada de uma psicóloga e um terapeuta.

A reportagem apurou que o presidente da investigação chegou a barrar a presença do psicólogo, para acompanhar todo o depoimento. Ele mudou de idéia ao ser convencido de que a situação é parte de medidas protetivas encaminhadas pela polícia e pelo Ministério Público. Kleiton está proibido de se aproximar da ex-mulher, seja presencialmente, seja pelas redes sociais, do contrário será preso por descumprimento de ordem legal.