Não preciso ser expulso. Eu mesmo deixarei o PMDB”, diz o prefeito Ilderley Cordeiro, de Cruzeiro do Sul, que pode filiar ao PP

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderley Cordeiro, definiu como “deselegante” uma notícia atribuída ao ex-aliado Vagner Sales, que teria dado prazo de 15 dias para que o gestor municipal deixe o PMDB. O comentário de Vagner foi motivado pela presença de Cordeiro a uma reunião ocorrida nesta segunda-feira com todos os aliados do pre-candidato a governador, Gladson Cameli. No reunião, o prefeito reafirmou apoio irrestrito a Gladson, dizendo que iria repensar sua permanência na legenda nas próximas duas semanas – prazo eleitoral para filiação partidária.

“Foi deselegante. Essas coisas se discutem internamente. Me ameaçar de expulsão não foi digno. Minhas preferências precisam ser respeitadas, como eu respeito o direito de o PMDB querer se aliar a outro grupo. O Gladson é meu irmãozão, meu primo, meu amigo de longas datas. Nele eu acredito como a pessoa que pode melhorar a vida dos acreanos. A situação não está boa (dentro do PMDB), mas eu estou em paz. Diante do que foi dito, eu mesmo tomarei a iniciativa de me desligar. Não é elegante tratar desta maneira o prefeito da segunda maior cidade do estado”, declarou Cordeiro, que discorda da postura dos peemedebistas sobre o rompimento, pela segunda vez seguida, com a principal força de oposição na atualidade.

O prefeito disse ter recebido convite do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), partido do senador Sérgio Petecão. O PSDB também convidou Ilderley. Porém, ele se disse atraído pela proposta feita por Gladson Cameli a filiar-se ao PP, partido do qual o prefeito cruzeirense foi vice-presidente.