Militar paraense pediu em bilhete para ser sepultado ao lado da filha, Bruna Borges, no AC. Corpo saiu do IML direto para o cemitério

Márcio e Claudinéia: uma vida juntos. Fim trágico que comoveu o Acre

O Instituto Médico Legal confirmou que o corpo do subtenente Márcio Brito foi levado para Capixaba. Um irmão do oficial do Exército Brasileiro veio de Belém (PA) para providenciar o traslado, que só aconteceu depois que a esposa de Brito, Claudinéia Borges, foi sepultada.  A família Claudinéia Borges ( técnica em enfermagem , acadêmica de Enfermagem da Uninorte e funcionária do Iapen) não concordou com o velório do casal na mesmo ambiente, na casa de parentes dela, no município situado há 74 quilômetros da capital.  Brito não foi velado. Um bilhete atribuído ao militar pede que o corpo dele seja sepultado ao lado da filha, a estudante Bruna Borges (19), que cometeu suicídio na quarta-feira (27). Márcio e Claudinéia foram encontrados mortos, pendurados em cordas, numa residência onde viviam, na Vila Militar Dom Bosco, na última sexta (29).

O corpo de Márcio Brito permaneceu no IML enquanto a sua esposa era velada e sepultada. A polícia e o próprio Exército investigam a versão de que o militar teria convencido a mulher a se matar. Após sepultar a filha, Márcio voltou sozinho para Rio Branco, na última quinta-feira. Na sexta pela manhã, ele foi buscar a esposa em Capixaba. Uma irmã de Claudinéia suspeitou do comportamento anormal de Brito e decidiu checar a situação  na capital. Por volta de 13 horas, ao chegar na residência do casal, a irmã de Claudinéia achou estranho o silêncio. O portão estava trancado por dentro e ninguém atendia ao celular. Ela pulou o muro e avistou o casal pendurado na garagem da residência, no mesmo local onde a filha havia se suicidado. Sob os corpos, havia cartas que foram recolhidas pela polícia.