Milicianos, comissionados e vassalos “armados” ligados ao grupo Rocha baixam o nível e atacam jornalista

O sargento Robelson Nunes Dias optou por processar quem compartilhar os links das manchetes publicadas pelo acjornal comprovando que ele não tem perfil para assumir cargo federal. As ameaças começaram na noite desta sexta-feira (veja abaixo), após reportagem exclusiva (veja AQUI) em que o apadrinhado político do vice-governador do Acre, Major Rocha, e da sua irmã, a deputada Mara Rocha (ambos do PSDB) é apontado como condenado em sentença assinada pelo Juiz Anastácio Menezes Filho, da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Rio Branco, por apropriação indébita de verbas remuneratórios.

A notícia toma como fonte documentos da Secretaria de Justiça da União (SJU). O militar ainda responde por crime contra o patrimônio público e furto, denunciados pela Eletroacre, e é alvo de execução fiscal. Ao invés de questionar o magistrado, o militar decidiu espalhar ameaças inclusive contra colegas do quartel que reproduziram a notícia em grupos de whatsapp fechados para a tropa. Uma campanha sórdida contra o jornalista autor da reportagem teve início também na noite de sexta. O profissional é chamado de “homossexual enrustido” e acusado de ter feito um “acordo com político influente” para atacar a deputada e seu irmão. O fake news, por si, não trás provas das acusações, mas é lançado na rede social pelos comissionados ligados aos Rocha. São, inclusive, supostos amigos do jornalista que, para não perder seus empregos, atendem ao comando superior para agredí-lo. A reportagem ouviu o repórter:

“Fake news são notícias falsas. O que eu publiquei está calçado em provas, documentos. Não vou pra justiça, naquelas audiências intermináveis, pra perder meu tempo. Responderei com trabalho. Meu ofício é esse. Para cada denúncia, uma prova, um documento para comprovar o que está sendo publicado. Duvido que eles vão lá no juiz dizer que ele é mentiroso. Se for de interesse público, tô dentro. Essa estratégia pequena de atacar família, honra e reputação alheia foi bem absorvida por eles. Coisa do petismo que eles próprios combatiam. Deixe que falem. Aliás, achei que eles tinham algo novo contra mim. Não sou eu quem deve satisfação ao povo”, declarou o jornalista Assem Neto, sócio-proprietário do acjornal.

“Me alertaram que são perigosos, são capazes de tudo. Então, já sabem a quem devem culpar se algo me acontecer. Amo minha profissão. Enquanto se preocupam comigo, a Segurança está uma merda, a saúde um caos, e a governabilidade ameaçada por um grupo que, certamente, só tem compromisso com seus umbigos”, concluiu.