Manuel Urbano: se estiver morrendo procure o hospital ou a polícia”, diz único médico da cidade

O médico paulista Juanes Bonifácio, formado na Ufac, é o único até o momento a atender os pacientes de uma unidade municipal de Manuel Urbano. Em vídeo gravado por uma paciente, ele explica que tem capacidade limitada de atender tanta gente, mas perde a compostura em certos momentos em que se viu obrigado a deixar a sua sala para conversar com um grupo que aguardava fora. “Vocês já esperaram 40 dias (sem médicos na cidade) por que não esperam mais dois, três”?

“Se você estiver morrendo, procure o hospital”, diz Janes, homologado pelo Programa Mais Médico”. Em certo momento, Janes aparenta irritação e sugere que os pacientes não estavam entendendo a mensagem: ” (incompreensível) formado numa universidade federal do Brasil, que fala a linguagem do povo, cocô, xixi. Vocês (incompreensível) entender o que eu falo”. A fala é dirigida a um homem que, por questões familiares, não poderia voltar no dia seguinte.

Questionado por um paciente se o secretário de saúde estava ciente do atendimento limitado a 13 fichas ao dia, o médico diz: “quem paga o meu salário se chama Bolsonaro”.

Os dois conversam mais calmamente e o paciente se diz disposto a esperar o tempo necessário para ser atendido. Aperta a mão do médico e diz que sairia dali para prestar uma queixa polícia.

Ao final, janes Bonifácio diz que está resguardado na lei e  sugere que o homem vá buscar satisfação na prefeitura, no hospital da cidade ou na delegacia de polícia.