Made In China: ex-playboy do Acre é preso em Recife por clonagem de cartão de crédito

O ex-empresário Alexandre Martins da Silva, de 45 anos, foi preso por estelionato em Jaboatão dos Guararapes, na Grande Recife, no último dia 10. Faz meses que a polícia investigava Alexandre, que está ausente do Acre há alguns anos e é conhecido por “Carequinha”.

O rapaz frequentava grupos formados por adolescentes e adultos da alta sociedade em Rio Branco e foi proprietário de uma garagem que revendia carros usados. De acordo com a Polícia Civil, Alexandre e outros três suspeitos presos clonavam cartões de crédito usando equipamentos comprados em um site da China. Há indícios de que eles participem de uma quadrilha com atuação em outros estados, inclusive o Acre, informou o G1 Pernambuco.

“Eles usavam um ‘chupa-cabra’ [dispositivo que rouba informações] nas instituições bancárias para colher dados dos cartões de crédito dos clientes. Depois, utilizavam programas de computador, que transportavam esses dados. Com um equipamento que eles compravam na internet, enviado pelos Correios, conseguiam fabricar o cartão falso”, afirma a delegada Kelly Luna.

De acordo com a publicação, foram apreendidos 86 cartões, um veículo, cinco notebooks, 11 celulares, uma impressora, sete maquinas de cartão de crédito, dois leitores de cartão de crédito, três pendrives, nove bobinas de maquina de cartão de crédito.

A polícia encontrou também 12 folhas de cheque em branco, três carteiras de identidade, duas carteiras de habilitação, uma Carteira de Trabalho e R$ 42.

Os homens foram autuados em flagrante por estelionato, associação criminosa, corrupção de menores e, dois deles, por uso de documento falso.

Foram presos Elessandro Leal da Silva, de 46 anos; Luis Henrique Leal do Vale, de 27 anos; Alexandre Martins da Silva, de 44 anos e Walker Araujo da Silva, de 41 anos.

“O adolescente é bem inteligente e entendia de informática. Ele conseguia mexer nos dados que eles captavam do ‘chupa-cabra’, colocava nesse programa que eles tinham instalado nos computadores e conseguia fazer o cartão falso”, declara a delegada