Governo dá calote em fornecedores, mas paga mais de R$ 1 milhão aos marketeiros do PT em 2 dias.

    A agência de publicidade Companhia de Selva, que faz o marketing do PT e do Governo do Acre, recebeu duas generosas parcelas num intervalo de apenas dois dias (veja comprovantes abaixo). Os pagamentos (uma nota superior a R$ 848 mil, e outra, de R$ 220 mil) foram autorizados pela Secretaria de Comunicação entre quarta e quinta-feiras últimos. Enquanto os chamados milionários da mídia são privilegiados, terceirizadas e fornecedores admitem não haver qualquer chance de receber pelos serviços prestados. O presidente da Federação das Indústrias, José Adriano, admite haver uma dívida de R$ 25 milhões “que não será paga neste ano e, portanto, dependerá de um acerto com o governador Gladson Cameli. Já as terceirizadas encerraram as negociações com o governo petista sem qualquer possibilidade de receber até o dia 31 os R$ 2,5 milhões devidos pelo Estado.

    Problemas à vista

    Os marqueteiros David Sento Sé e Gilberto Braga serão procurados pelo governo Gladson Cameli tão logo o senador tome posse como governador. Não será uma conversa fácil, e provavelmente pouco amigável. O objetivo é obter o distrato de um contrato de mídia que vai até o dia 13 de março de 2019, uma vez que o governador eleito já deixou claro que não vai trabalhar com os marketeiros que fizeram a campanha do PT no Acre nos últimos 20 anos. “Buscaremos uma saída jurídica sem descumprir a lei”, declarou o porta voz do novo governo, Rogério Venceslau.

    Não havendo acordo, o novo governo terá dois caminhos, segundo fontes consultadas pela reportagem: ou fará toda a sua divulgação institucional exclusivamente nas redes sociais, usando apenas os funcionários lotados na Secom, ou abre licitação emergencial, a preços extremamente baixos, alegando o momento financeiro difícil e a impossibilidade de honrar contratos milionários com a Companhia de Selva. No cenário 1, a Cia. de Selva não receberá demandas para executar e, consequentemente, gerar faturas em seu favor. Caso o governo decida usar apenas as redes sociais, nenhum meio de comunicação receberá repasses em janeiro, fevereiro e março.