Fuga de faccionados na FOC: guaritas estariam vazias e monitoramento eletrônico desativado

Dois militares que deveriam fazer a guarda externa no Presídio Francisco D ´Oliveira Conde teriam faltado o serviço na madrugada desta segunda-feira (12), quando quatro sentenciados, membros de facções criminosas, fugiram. O acjornal foi informado por uma fonte do próprio presídio que “se alguém pulou o muro e porque o sentinela não estava o posto de vigilância”.  Um dos fugitivos está condenado a 105 anos em regime fechado.

O corpo da guarda é formado por sargentos. “Os caras da PM vivem faltando, mesmo ao plantão”, denuncia a fonte ouvida pela reportagem. O trabalho dos militares é circular sobre a muralha para evitar a escalada de presos.

Porque não há bloqueadores de sinal nesse prédio que é o mais novo e portanto o último que foi inaugurado? Todos os detectores de presença estão fora de funcionamento. Das 25 câmeras de segurança, apenas uma funciona a noite. E o alarme nunca funcionou”, relata o agente.

Ainda de acordo com a fonte, o monitoramento eletrônico recém implantado não alcança a guarita apelidada de “vivenda Papa”, de onde era possível o sentinela observar toda a movimentação da fuga. O técnico da empresa de bloqueadores de sinal de celular teria confirmado que a “Vivenda Papa” não tinha o alcance do aparelho.

O pavilhão de onde os detentos fugiram fica ao lado da Marcenaria da FOC e presos que trabalham lá jogam os aparelhos para o prédio Papa. Um preso que trabalha desentupindo o esgoto foi flagrado levando celulares para o prédio, há alguns meses.

Tentamos contato com os diretores do presídio, por meio do telefone 3229 5765. A atendente informou não ter autorização para passar o celular do diretor.

O presidente do Iapen, Lucas Gomes, não pôde atender nossas chamadas e não retornou os telefonemas.