Filha de Wilson Pinheiro sai do PT e cutuca: “não tem projeto para a sociedade”

A ex-vereadora pelo município de Epitciaolândia, Hiamar Pinheiro, anunciou a sua desfiliação do partido pelo qual o seu pai, o sindicalista Wilson Pinheiro, deu literalmente a vida. “O PT não vai repensar os seus erros. Também não acredito naquela forma de pensar e fazer política”, declarou ela, reiterando que o partido perdeu a razão da sua existência.
A ativista não acredita que o estatismo e a vinculação com os movimentos sociais possam trazer respostas para os problemas do Brasil. “Precisamos de projeto de nação e não de poder”, critica Hiamar, que defende o empreendedorismo e a livre iniciativa como forma geração e distribuição de riquezas.
Hiamar é professora aposentada e passa os dias atuais em um sítio da família. Foi presidente da Câmara de Vereadores e secretária de Esporte do município. “Essa nova fase da minha vida me lembrou um poema do escritor Fernando Sabino, que é mais ou menos assim: façamos da queda uma dança, do medo uma escada, do sonho uma ponte e da procura um encontro”, filosofou a ativista política.

Quem foi Wilson Pinheiro

Wilson de Souza Pinheiro (1933-1980) foi seringueiro, agricultor e presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia. Também foi membro da Comissão Municipal Provisória do PT naquele município.
Liderou o que ficou conhecido como mutirão contra jagunçada, episódio em que centenas de trabalhadores marcharam contra bandidos que ameaçavam os posseiros da região, preservando, ao mesmo tempo, a floresta amazônica.
Tomaram dezenas de rifles e entregaram as armas ao Exército. O desfecho do episódio foi trágico. Acuados pela liderança de Pinheiro, latifundiários da região mandaram matar o seringueiro na noite de 21 de julho de 1980.

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