Familiocracia na Câmara de Rio Branco tem pai assessor e dois filhos e noiva do filho como diretores

Wagner Oliveira da Silva, diretor Financeiro da Câmara Municipal de Rio Branco, é irmão de sangue de Willian André Oliveira da Silva, chefe de gabinete da Presidência da Casa. Já o pai de Willian e André, é assessor parlamentar lotado no gabinete do presidente, o pastor Manoel Marcos. Completando o ciclo da privilegiada família Oliveira, a benevolente câmara de vereadores tem como diretora de Comunicação Social Juliana de Queiroz Belém, noiva de Wagner, por quem passa toda decisão sobre receitas e despesas. O casamento foi adiado em razão das implicações jurídicas que poderiam causar á direção geral da câmara e a situação, de saia justa, é comentada pelos vereadores como algo “vexatório”.

A renda mensal do grupo supera R$ 28 mil e as nomeações são do próprio presidente, logo que assumiu o cargo, no início do ano passado. Nenhum vereador questionou ou comentou as portarias, nem mesmo os de oposição.

A recomendação que a mesa-diretora da câmara descumpre

O presidente Manoel Marcos tem recomendação da própria Procuradoria Jurídica da Câmara, elaborada no início desta legislatura, para evitar a nomeação de parentes dos gestores e dos vereadores. A normativa se espelha na súmula do Supremo Tribunal Federal que versa sobre a prática do nepotismo.  Manoel Marcos não poderia nomear parentes seus ou familiares de até terceiro grau dos diretores da Câmara (veja abaixo o que diz a súmula 13 do STF).

Esta reportagem foi produzida e publicada às 17:45h.

O expediente na Câmara se encerra ás 13 horas.