Execução de taxista: IML vê indício de crime organizado. “O senhor precisa fazer alguma coisa”, diz sindicalista ao secretário Emylson Farias

Uma reunião entre taxistas com o secretário Emylson Farias (Segurança Pública) teve tensão e desabafos por parte da categoria. “Todos estamos inseguros, sobretudo os que trabalham à noite, com essa situação. A violência nunca foi tão alarmante”, disse o presidente do sindicato, Esperidião Teixeira, ao secretário. “O senhor precisa fazer alguma coisa”.

A reunião foi motivada pela execução do taxista Anderson Martins do Nascimento, de 29 anos, ocorrida na madrugada do último sábado, supostamente por membros de facções criminosas. O sindicato está reforçando o apelo para que cada trabalhador tome cuidados pessoais redobrados. “É possível, sim, identificar algum gesto suspeito quando um passageiro com más intenções se aproxima da gente. Ou nos precavemos assim ou mais pais de família vão morrer”, destacou o sindicalista. “Não dá pra esperar apenas pela Segurança Pública”.

O presidente do sindicato foi informado por servidores do Instituto Médico Legal (IML) que Anderson Nascimento foi torturado antes de ser alvejado por cinco tiros. “Quem fez isso não é um criminoso qualquer. Até o nó dado numa corda fina para amarrar o nosso colega é típico de torturadores profissionais. Além disso, no local do crime só foi encontrada uma capsula deflagrada. Curiosamente, testemunhas disseram que ouviram vários disparos, e o corpo apresenta quatro ou cinco perfurações. Ou alguém removeu as outras capsulas do local ou……não sei”, encabula-se o presidente do sindicato. O tipo de nó usado para imobilizar Anderson é o mesmo que se vê em caminhões de cargas. Fica mais apertado a cada movimento.