Ele não volta: TJ lava as mãos sobre prefeito corrupto de Capixaba, afastado há 13 meses

O prefeito progressista José Augusto, eleito para administrar Capixaba por oito anos, deve se contentar com os nove meses em que mandou na cidade. Desde setembro de 2018 afastado por corrupção, ele não deve retornar ao poder até que novas eleições ocorram, daqui a um ano.

A última esperança de José Augusto virou mais um pesadelo, dentre tantos, e mais uma derrota nos tribunais acreanos. O desembargador Laudivon Nogueira decidiu que a justiça comum não tem competência para julgar o mérito, e deu ciência ao juiz criminal de Capixaba. Antônio Cordeiro (MDB) já não tem mais o cargo ameaçado.

O desembargador orientou a remessa do processo Nº 0100022-04.2019.8.01.0000 ( Ação Penal – Procedimento Ordinário ), após o transito em julgado, ao Tribunal Regional Federal da Primeira Região, juntamente com todos os processos apensos, observado o segredo de justiça.

Frustração dobrada também para um grupo de simpatizantes de José Augusto, dentre eles a própria senadora Mailza Gomes, que chegou a anunciar em sua rede social que o prefeito afastado voltaria até esta quarta-feira.

Especulava-se que Laudivon devolvesse o prefeito ao cargo, valendo-se da mesma jurisprudência que beneficiou o gestor de Senador Guiomard, André Maia, preso e afastado pelos mesmos motivos.

O caso de José Augusto é intrigante pelo volume de provas em que, segundo o Ministério Público, configuram corrupção ativa e passava – especialmente pelo desvio de verbas do SUS.