Éber diz que Rbtrans devia chamar Sindcol e apela à prefeita: não faça essa maldade com a população

O deputado Eber Machado, presidente da Comissão de Serviços Urbanos da Aleac, fez um apelo emocionado à prefeita Socorro Neri, a quem caberá sancionar ou vetar o novo reajuste na passagem de ônibus. “Pela sua história sem manchas até aqui. Pela sua biografia de mãe, mulher exemplar e gestora eficiente. Não compactue com essa maldade”, disse o parlamentar em pronunciamento na sessão desta quarta-feira. Éber Machado também pediu que o presidente da Casa, Ney Amorim, convoque os líderes partidários para a composição da CPI dos Transportes Públicos. Os membros da comissão podem ser anunciados nas próximas horas. A investigação parlamentar , também de autoria do deputado do PDT, está aprovada no parlamento e visa pôr às claras as planilhas apresentadas pelos empresários, segundo as quais há gastos suspeitos com combustíveis, aluguéis de garagem e salas comerciais, além do ainda não explicado custo com “danos ambientais”.

“Eu fiquei extremamente triste e creo que toda a população também depois que a Rbtrans agiu como verdadeira aliada dos empresários. Sim, a Rbtrans devia se chamar Sindcol. Está claro que quem manda nos transportes coletivos de Rio Branco são os empresários. A autarquia municipal que deveria zelar por transparência, assumindo uma postura de isenção e imparcialidade, está fazendo uma maldade sem precedentes com a prefeita da cidade”, disse Eber Machado, que mais uma vez dirigiu a palavra à prefeita.

“Não permita que façam essa maldade com a população da capital. A senhora estará prejudicando a sua própria biografia se sancionar essa vergonha. Não compactue com isso. Eu acredito na sua consciência e na sua capacidade. Há cidades com 3 milhões de habitantes e a passagem não passa de R$ 3,60. Nossa capital não tem 400 mil habitantes e os trabalhadores podem ser obrigados a pagar uma tarifa de R$ 4,00″, comparou.

O deputado lembrou os argumentos dos empresários, segundos os quais os combustíveis eram o maior vilão do sistema. “ Mas o preço do óleo díesel baixou. Por que a passagem aumentou também?”, questionou o deputado, que sofre pressões de setores do governo. “Não desistirei jamais. Como eu disse antes, posso até perder meu mandato, mas irei até o fim”, disse.