De olho na prefeitura: petista mira Presidência do PSOL para filiar Angelim e Jorge Viana

O ex-prefeito de Rio Branco por dois mandatos seguidos e ex-deputado Federal Raimundo Angelim aparece entre os mais lembrados em todas as pre-pesquisas de intenção de voto do eleitorado riobranquense para prefeito da capital acreana.

Ele também se destaca quando o quesito pesquisado se refere à avaliação da gestão dele na prefeitura de Rio Branco no período. É aí que surge, entre os entusiastas da candidatura dele, a ideia de trocar o PT pelo PSOL.

Tudo por causa do que chamam de “satanização” que o Partido dos Trabalhadores enfrenta hoje. Ou seja, seja quem for o candidato, se ele estiver associado ao PT, despenca perante a opinião pública imediatamente.

E Jorge Viana pega carona nesta necessária mudança de “casa”, se acreditar que possa transferir votos a alguém.

Dentro do PT, ninguém tem coragem de dizer que haverá traição à atual prefeita Socorro Neri em sua eventual candidatura à reeleição. Mas o Angelim é unanimidade, tanto que p ex-articulador petista Francisco Nepomuceno, o “Carioca”, embora fora do jogo politico, já anunciou como certa a candidatura própria.

Ninguém, também, tem a coragem de dizer que cogitam migrar para o PSOL para fazerem a candidatura de Angelim por uma sigla diferente.

A escolha do PSOL para “refúgio” dos petistas acreanos seria por se tratar de um partido de esquerda, também, aliado do PT, aqui no Acre e em Brasília.

O exemplo disso foi a “revoada” para o Psol do super secretário de Raimundo Angelim na época de prefeitura, Claudio Ezequiel, e seu grupo de fundadores do PT acreano na década de 70.

Claudio Ezequiel seria, hoje, o homem dentro do PSOL para preparar o ambienta para a chegada de outros companheiros dele. Nomes do alto clero petista como o do ex-governador, ex-prefeito de Rio Branco e ex- senador Jorge Viana podem confirmar filiação a qualquer momento, para disputarem mandatos daqui para frente.

“Na política tudo é possível em nome da estratégia de Vitória. E com o PT acreano não seria diferente para a gente poder fazer uma candidatura com chances reais de se vencer”. Confidenciou a fonte do Acjornal dentro do partido dos trabalhadores.

Apesar do tema estar sendo tratado pelos principais articuladores políticos de ambos os partidos, a presidência do PSOL no Acre declara que nunca tratou o de assunto abertamente, mas não esconde a esperança de ver a legenda “engrandecida”.