AC tem mais de R$ 800 milhões em obras paradas, deixadas pelo PT; Gladson tenta não perder recursos

Cerca de 56 obras, tidas como de suma importância para o desenvolvimento do Acre, se encontram paralisadas por situações de readequação de projeto, embargos judiciais e questões ambientais.

O valor total dessas obras inacabadas chega a 840 milhões de Reais, provenientes de recursos próprios, emendas parlamentares e até empréstimos bancários.

Todas são obras que o atual governo recebeu da administração passada, já com atraso no calendário de entrega e questões burocráticas a serem sanadas.

O exemplo mais explicito é o caso do hospital regional de Brasiléia, que passou tanto tempo para ser concluído que quando ficou pronto as normais funcionais de saúde tinham mudado e agora o projeto arquitetônico original precisa ser alterado com novas obras de adequação para o prédio poder ser homologado pelo Ministério da Saúde.

A lista de obras paralisadas no Acre incluir implantações de rede de saneamento básico em diversos municípios, construção de um museu na capital acreana, reforma e ampliações de delegacias e outras obras em diversas áreas do desenvolvimento social e econômico do Estado.

São tantos recursos públicos “represados” pelas obras paralisadas que o governo decidiu formar uma comissão, com integrantes de várias secretarias, para resolver o problema.

“Nos montamos a comissão e agora estamos trabalhando para identificar o problema de cada uma dessas obras para resolvermos as pendências e retomarmos à execução de todas elas”, afirmou o novo secretário de Ifraestrutura e desenvolvimento urbano do Acre, Ítalo César.

O Governo Federal também tem uma fortuna em dinheiro público investido em obras inacabadas no Acre. O valor levantado pelo Acjornal chega a mais de 15 bilhões de reais.

A lista incluir a construção da delegacia regional da Polícia Federal na cidade de Cruzeiro do Sul, no Vale do Juruá, e a aquisição de um terreno para a construção de um presídio federal na divisa dos municípios de Xapuri e Epitaciolândia.

Tem, também, a recuperação de rodovias, conclusão de pontes, ampliação de quartéis das Forças Armadas e readequação da pista de pouso e conclusão da obra de revitalização do aeroporto de Rio Branco.

A mesma comissão, criada pelo governo do Estado, vai tentar, junto ao governo federal, a viabilização da retomada dessas obras este ano.