Coronavírus: antes de ir à UPA ou PS, veja se realmente há necessidade

A UPA do Segundo Distrito e o Pronto-Socorro do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) são as duas unidades que seguem sendo a referência para a coleta de exames para o coronavírus. Nos municípios, esse trabalho está a cargo dos hospitais regionais.

Com os três primeiros casos confirmados no Acre da Covid-19, como se chama a doença que se desenvolve a partir do coronavírus, gerou-se um frisson entre as pessoas de quererem se deslocar para esses centros públicos. Mas espera lá! É preciso mesmo toda essa correria em direção ao PS ou à UPA da referência?

A resposta é não. Conforme a secretária-adjunta de Saúde do Acre, Paula Mariano, pessoas que acreditam ter algum sintoma relacionado à doença não necessariamente estarão doentes por Covid-19.

“É preciso cuidar-se. Mas não entrar em pânico, se deslocando imediatamente para fazer a coleta, porque desse modo, vamos acabar usando mais insumos para a coleta com quem não se enquadra como suspeito, do que com quem realmente possa estar contaminado”, explica a médica e secretária-adjunta.

A Sesacre recebeu R$ 1,2 milhão do Ministério da Saúde para a compra de novos insumos, entre kits para testes, máscaras e outros itens importantes, justamente, para não interromper os atendimentos. Mas as pessoas devem ter consciência de que, na ausência de todos os sintomas, o melhor que se faz é observar, observar e observar. Isso mesmo: três vezes!

Se evoluiu para um quadro realmente de infecção por coronavírus, com tosse forte, febre, falta de ar, dor de cabeça e coriza, a pessoa deve fazer o teste para a Covid-19. Se não, não precisa fazer o teste, mas apenas repousar, não tomar anti-inflamatórios e ter cuidados como tomar vitamina C, fazer uso de ômega 3. Um dica simples é ingerir bastante frutas e legumes, procedimentos que fortalecem o sistema imunológico e combatem o vírus.

Nesta quarta-feira, 18, a equipe da UPA do Segundo Distrito de Rio Branco passou por mais uma capacitação sobre o atendimento. Dora Vitorino, coordenadora da unidade, afirma que progressivamente a transição para o novo modelo de atendimento, específico para coronavírus, está sendo realizada.

“Estamos seguindo ao protocolo do plano de enfrentamento da doença. Orientando as pessoas e fazendo o teste naquelas que estão com os sintomas”, diz a coordenadora da UPA do Segundo Distrito.

Entenda o protocolo, desde a suspeita à confirmação para Covid-19

1 – Todo caso suspeito de Infecção Humana pelo Coronavírus, a Covid-19, deve ser tratado como alerta;

2 – As principais ações devem ser desencadeadas a partir da definição de caso suspeito, provável e confirmado de Covid-19, conforme o Protocolo do Ministério da Saúde;

3 – Na identificação de um paciente com sinais respiratórios, é preciso comunicar ao responsável da Vigilância Epidemiológica da Unidade de Saúde. Este colocará a máscara cirúrgica paciente e o conduzirá ao isolamento para avaliação médica;

4 – No caso em que o paciente atendeu aos critérios clínicos e epidemiológicos para Covid-19, será preenchida uma ficha de notificação na unidade de saúde que ele compareceu;

5 – Esta unidade de referência deverá, então, realizar a coleta de duas amostras de secreção chamada de ‘nasofaríngea’, que nada mais é do que tirar secreção do nariz e da faringe; Uma delas é encaminhada para o Laboratório de apoio ao diagnóstico do estado, o que nesse caso é o Centro de Infectologia Mérieux. A outra vai para o Laboratório Central do Acre, o Lacen/Acre, que a reenvia para o Instituto Evandro Chagas, em Belém do Pará;

6 – O médico deverá proceder a avaliação sobre a gravidade do quadro clínico do paciente e, se necessário, prescrever orientações em relação ao transporte e internação do mesmo ou dos casos suspeitos graves de acordo com a regulação local e estadual;

7 – Em caso de pacientes graves, estes devem ser regulados para o hospital de referência do seu município e/ou regional, respeitando as orientações no Plano de Contingência Estadual;

8 – Pacientes confirmados para covid-19 sem gravidade devem ser orientados a permanecer em quarentena domiciliar no período de 14 dias;

09 – Pessoas chamadas de ‘contactantes’ ou ‘comunicantes’, que são aquelas que estão convivendo com a pessoa infectada também devem ser acompanhadas pela Vigilância Epidemiológica Municipal, pelos próximos 14 dias, após a data do contato. E se apresentarem sintomas, procurar a unidade de saúde;