Polícia Federal suspende fiscalizações e deixa Aeroporto de Rio Branco livre para embarque de drogas

Nos últimos 15 dias três mulheres, na faixa etária de 18 a 21 anos, foram presas ao desembarcarem em aeroportos do Nordeste com entorpecente na bagagem provenientes  do Estado do Acre.

Todas elas conseguiram embarcar no aeroporto Plácido de Castro, em Rio Branco, sem que a droga fosse identificada em suas malas.

O entorpecente havia despachado normalmente no portão de bagagem com etiqueta de destino como se fosse roupas comuns na mala das passageiras.

Pelo procedimento normal, as malas devem ter passado pelo aparelho de raio x de embarque do aeroporto, mas, como não existe fiscalização permanente da Polícia Federal no local, a bagagem suspeita não foi vistoriada.

“A gente não tem poder de polícia para abrir as bagagens e revistar o que tem dentro. Quando acontece uma situação suspeita identificada pelo aparelho de raio-x a gente chama a polícia. No entanto, faz tempo que a gente não vê esse povo por aqui”, disse um agente de embarque do aeroporto Plácido de Castro.

A própria Polícia Federal no Acre confirmou ao Acjornal que acabou, sim, com a escala de plantões 24 horas no aeroporto de Rio Branco, e se restringiu a não explicar os motivos.

” A gente só vai lá quando é demandado”, respondeu a assessoria de imprensa da Polícia Federal no Acre.

Funcionários do aeroporto alegam que a polícia militar também desapareceu do local sem deixar informações sobre os motivos da ausência.

Na sessão de comunicação da instituição ninguém quis dar explicação sobre o caso.

Enquanto isso, as apreensões feitas nos aeroportos do Nordeste, oficializam que 28 quilos de pasta base de cocaína foram enviados do Acre para o restante do Brasil.

Um dos flagrantes foi registrado no aeroporto luiz Eduardo Magalhães, em Salvador (BA,) e os outros dois aconteceram no aeroporto dos Guararapes, em Recife (PE), no intervalo de uma semana.

Como a fiscalização é mais rígida no embarque, e essa vistoria não está sendo realizada no aeroporto de Rio Branco, presume-se que a quantidade de droga que saiu do Acre nos últimos 15 dias seja bem mais do que essa que foi apreendida, casualmente, no desembarque nos aeroportos do Nordeste.