Editorial: aos “aliados” sanguessugas, a porta da rua é a serventia da casa

A criação do Conselho político no governo deve ajudar Gladson a ter uma visão mais por dentro dos acontecimentos na órbita da gestão, pois tem muita gente sendo tratada como  como aliado mas, na prática, vive para desestabilizar e até propagar eventuais crises em pastas estratégicas. O conceito de aliança é outro.

Gente desalinhada com o projeto político que venceu as eleições contra o PT, inclusive secretários e diretores, devem ser escorraçados. Cabe, sem dúvidas, a clássica máxima> a porta da rua é serventia da casa.

Os desafios de iniciar as transformações no segundo ano de governo exigem o engajamento de todos, ainda mais em ano de eleição, onde os acontecimentos, sejam negativos ou positivos, recaem na conta dos candidatos apoiados pelo governador.

O governador Gladson acerta ao repensar o tratamento a esse grupo escroto de sanguessugas. Aliás na política quem quer ser oposição ou ter atuação independente na Tribuna do Parlamento precisa deixar os cargos ocupado por familiares e apadrinhados políticos. Ao aceitar as indicações e promover as nomeações, o governador cumpre o combinado lá na campanha ainda, quando a coalizão se formou.

Alguns dos principais partidos com espaços privilegiados no governo costumam adotar uma estratégia de fazer da gestão um lote de sua sigla, sem alinhar atuação com o pensamento do governador.

O recado duro de Gladson mostra que sua paciência com os que fazem jogo duplo esgotou. Tem deputado com dezenas de indicados no governo, que hora ou outra fica em cima do muro nas votações, usa a tribuna para descer críticas às ações de um governo ao qual lhe serve politicamente.

Muitos dos projetos enviados ao parlamento teve dificuldades de tramitação e discussão – e só foram aprovado depois de muito desgaste à imagem do governo. Tais atitudes, já naquela época, fizeram Gladson definir um novo rumo na relação com seus aliados.