Gladson Cameli compra briga dos pequenos produtores, critica multas milionárias e propõe mudança na lei

REDAÇÃO

O novo Código Florestal impõe uma situação que incomoda muitos agricultores Brasil afora: as caríssimas multas ambientais. Diversos exemplos mostram que proprietários de terras, em que houve derrubada de árvores ou uso de áreas de reserva legal ou de preservação permanente, estavam em desacordo com a Lei de Crimes Ambientais. Estes foram multados em milhares e até milhões de reais sem que tivessem condições financeiras para arcar com o pagamento.
Se alguém é multado no trânsito, no Imposto de Renda, sabe que vai poder pagar a multa. Na legislação ambiental, as multas são estratosféricas, não há correspondência entre multa e valor do bem. “As nossas leis federais são rigorosíssimas. No Acre, o nosso desafio será aprovar leis claras, passíveis de serem obedecidas”, destacou o governador Gladson Cameli.
A sua declaração de que o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) não cometerá mais esses abusos ganhou muita repercussão nos últimos dias, inclusive na grande imprensa. A Revista Forum deu destaque á crítica do estadista acreano.

“Orientar que as multas emitidas sejam ignoradas pelos produtores não soa como uma afronta às leis”. Significa, na opinião de muitos jornalistas, que agora vivemos uma nova fase de desenvolvimento capaz de gerar riquezas e melhorar a vida dos acreanos, o que não aconteceu nos últimos 20 anos, quantos estivemos sob a batuta do preservacionismo.

“Nossos produtores não têm esclarecimento quanto às leis. O que não se faz conhecido não pode ser praticado. Vivemos na Amazônia e sabemos muito bem cuidar dela. O governo deve respeitar a legislação ampla e irrestritamente, porém não pode constranger quem vive da terra. As atividades devem ser legais e promotoras para a melhoria na qualidade de vida de quem vive no campo”, declarou. 

Cameli anunciou estar estudando formas legais de mudar esta realidade. No vídeo abaixo, destacado pela imprensa do Sul, o governador acreano diz estar trabalhando num projeto que a Assembléia Legislativa irá analisar. E apela ao bom senso, para que a nova era de desenvolvimento não seja atrapalhada pelo açoite de órgãos ambientais. 

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