Sindicalista incita servidores a “invadir os 5 andares da Sesacre”; E quando os cabeças do sindicato também mamam nas tetas do governo?

REDAÇÃO

O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, recentemente, decidiu mobilizar a categoria e está percorrendo todos os municípios. Lutar por direito é a sua missão precípua, no entanto, em um áudio que chegou à nossa redação, o líder sindical conclama os trabalhadores em saúde para “invadir e ocupar os cinco andares do prédio da Sesacre”. Vamos por partes. Administrando a segunda maior estrutura sindical do estado, o sindicalista presidente radicaliza para o mal após seis meses de inércia.  Por que só agora esse rompante? Por que toda essa ferocidade? Adailton fracassou na sua missão e já não tem assim tanto prestígio com a base.

É público e notório a aderência de diretores do Sintesac em cargos comissionados e funções de confiança no governo. É isto que tá pegando? O piti sindical seria consequência da tal militarização da Saúde que ameaça privilégios? É correto, então, atacar a quem busca moralizar, ainda que se usem o trabalhador como soldado, chamando-o para uma guerrilha desnecessária? E a ponta de tudo, o paciente, o cidadão, o que paga impostos, banca o SUS e continua mal assistido? Leia o que segue abaixo:

Os sindicalistas sem autonomia para representar trabalhadores, por que são comissionados do próprio patrão, são os seguintes: 

  • – Adailton Cruz, presidente do sindicato, é funcionário público da Prefeitura de Rio Branco, concursado do Estado e tira plantões extras no Huerb. Todo mês vai pra Brasília, onde permanece vários dias a serviço do Cofen, do qual é conselheiro federal e pelo qual recebe cobertura financeira para gastos em geral
  • – Alesta Amâncio, secretária geral do Sintesac, é chefe de Enfermagem do Hospital das Clinicas
    – Francinete Barros, suplente de secretária geral do Sintesac, é chefe da Divisão de Acolhimento da SESACRE
    – Jean Lunier, vice-presidente do Sintesac, é chefe do Raio X do HUERB
    – Lourenço Azevedo, diretor de Enfermagem do Sintesac, é chefe de Apoio de Enfermagem do HUERB

Pouco se fez para evitar o descrédito ao sindicalismo, até que, naturalmente, em consequência de acordos espúrios, a representatividade se tornou correia de transmissão do governo. Viram quantas montagens circulam na Web atacando a secretária Mônica Feres? Não é a sua naturalidade brasiliense que está em pauta, mas a mão de ferro com a qual se deve combater esse sistema caótico, viciado, cartelizado. A disciplina atordoa e incomoda os indisciplinados. 

Com que moral baterão à mesa do patrão sendo eles capachos do próprio patrão?

Estariam a temer a caneta que nomeia e também demite? Não deviam agradecer ao invés de atacar, ainda que cargos em comissão dados a sindicalistas sejam ilegais, imorais?

Gladson Cameli deve, sim, ser apoiado caso decida pôr na rua a todos que fazem mal à governabilidade.

O vice (esquerda), o presidente (centro) e a secretária geral

Remam contra quando se espera o mínimo de apoio à caçada aos fantasmas, fornecedores criminosos, gestores corruptos, servidores preguiçosos – muitos a cruzar os braços se valendo de uma “imunidade” pelo fato de ter sido indicado por políticos ou ter parentesco com alguém influente. Não se aconselha ao sindicato correr o risco de se ferir ainda mais. Sim, por que os que omitem a verdade precisam ter boa memória. E a esperteza, quando muita, come o dono. Com certeza o espatifado que tentam causa agora não são por causa das declarações da secretária de Saúde, Mônica Feres. O sindicalista inclusive a elogiou mais precisa e enfaticamente (perante dezenas de testemunhas) quando concordou que, verdadeiramente, o problema da saúde era colocar o sistema para funcionar.

Na reunião na Aleac o sindicato miou como um gato e agora quer rugir como um leão. Perdeu a chance de cobrar o PCCR, esse mundaréu de profissionais fora da assistência e a sobrecarga que recai aos enfermeiros diante do poder paralelo dentro dos hospitais sob o comando direto de alguns médicos. Nos próximos dias virão mais declarações tão fortes que nos remeterão ao sindicalismo dos anos 80 na ABC Paulista.

Embora não exista uma lei regulamentadora, a Constituição Federal assegura o direito de greve, tornando-a legítima, mas dentro dos parâmetros do estado democrático de direito.Não custa lembrar que a mesma CF também legitima o uso de forcas de segurança para garantir a ordem e os bons costumes da sociedade, além, claro, da integridade do patrimônio público e a proteção de seres humanos virtualmente ameaçados por investidas insanas, violentas.

 

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