FEM realiza exposição Memórias da Revolução Acreana com obras do artista plástico Jorge Rivasplata

REDAÇÃO

Por Katiussi Melo, da Agência de Notícias do Acre

A Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour  (FEM), com o apoio da Associação dos Artistas Plásticos do Acre (AAPA), realiza neste sábado, 15 de junho, às 19hs, a abertura da exposição das obras Memórias da Revolução Acreana, do artista plástico Jorge Rivasplata, na Biblioteca da Floresta.  As obras selecionadas retratam uma parte  histórica do conflito  armado  entre Brasil e Bolívia, no início do século passado, pelo domínio  das terras bolivianas que hoje pertencem  ao Acre.

Para o presidente da FEM, Manoel Pedro, a exposição é uma forma de presentear o Estado pelos seus 57 anos, como também homenagear o artista plástico Rivasplata.

“Estas telas refletem a memória da Revolução Acreana, será uma viagem ao tempo, um resgate na história do Acre, e a Fundação de Cultura e Comunicação apoiará muitas outras exposições, ainda a serem realizadas com as obras do Rivasplata”, disse Manoel Pedro.

Segundo o Presidente da AAPA, Glicério Gomes, o artista é um sonhador e tem projetos audaciosos. Um deles é abrir uma escola, uma faculdade de Belas Artes. “A bola está em campo. Quem sabe ele consiga fazer um gol, antes que ele passe a ser somente uma história?”, diz Glicélio Gomes.

Os quadros apresentam fatos e personagens da história do Acre, ao todo são vinte obras de Rivasplata, em óleo sobre tela, que integram a coleção dos principais fatos e personagens da história do Estado e reforçam a identidade do povo. As obras originais são emolduradas em madeira de lei, entalhadas à mão.

Essas obras se tornaram importantes no resgate da autoestima da população acreana. É este o ponto que foi explorado, pois esta era a forma mais sutil de ser aceito. “O acreano tem na sua identidade uma marca de luta, resistência e defesa do Acre que permaneceu por toda sua história e começa exatamente na Revolução Acreana”, destaca o artista.

Em meados de 1903 terminou a disputa pelas terras até então pertencentes à Bolívia tendo como principal articulador José Plácido de Castro com a ajuda de moradores residentes que lutaram por suas terras.  A revolução chegou ao fim com a assinatura do Tratado de Petrópolis, tendo a Bolívia cedido o território ao Brasil.

A exposição estará disponível ao público de segunda a sexta-feira no horário de 8h às 12h e das 14h às 18h, e ficará exposta até o dia 06 de Agosto.

 

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