Farra com dinheiro público: esposa de militar fantasma também é aluna da Polícia Civil e comissionada da Sefaz

REDAÇÃO

Karen Araújo Lima Amorim está aprovada no concurso da Polícia Civil do Acre. Mas seja quem for o seu padrinho político, ele não quis esperar a moça concluir a formação, tomar posse como agente de polícia e cumprir sua missão de agente da lei. Generosamente, lhe foi dado um dos cargos mais cobiçados do Estado, exatamente na Secretaria de Fazenda.

O pior: Karen é mulher do também aluno da Polícia Militar, o arquiteto João Carlos Amorim, que foi nomeado CEC 6 com salário de R$ 7 mil, também na Sefaz, onde ele não aparecia para trabalhar. O caso de João (veja AQUI) foi denunciado pelo acjornal na última quarta-feira. Nesta sexta (veja AQUI) o militar acabou sendo exonerado. 

Karen foi convocada no dia 16 de abril para o curso de formação de agente de polícia Civil. Quinze dias após, em 31 de maio, ela aparece no Diário Oficial como nomeada para chefe de Departamento na Secretaria de Fazenda. O salário para esse cargo em comissão é de R$ 15 mil. Não sabia o governador que a moça não poderia dar expediente, considerando que o curso de formação exige tempo integral e dedicação exclusiva?

As inscrições para o curso abriram um dia depois, ou seja, em 1º de junho de 2019, e a aula inaugural está prevista para 1º de julho, no Anfiteatro da Ufac. Ou seja, Karen deverá ser exonerada, pois não poderá estar em dois lugares ao mesmo tempo.

O acjornal questiona: os gestores da Sefaz estariam cientes disso? Eles fariam a exoneração espontânea de karen até o primeiro dia útil do mês que vem?

Há motivos para concluir que não. Tanto que João Carlos passa o dia inteiro na aula enquanto deveria estar exercendo as funções de motorista oficial do governo, e só foi exonerado após a denúncia da imprensa. 

Quantos mais casos como esse existem no Estado?

Denuncie ao acjornal.  

Mais Notícias
Carregue mais