Exclusivo: veja como o avô ficou frente a frente com Rhuan, mas não conseguiu resgatar o garoto. O misterioso abrigo das assassinas no Acre

REDAÇÃO

Avô e pai estiveram frente a frente com Rhuan Maicon, de 9 anos, e sua irmã, numa região periférica de Anápolis (GO). Parecia o fim de uma busca que completava quatro anos. Naquele instante, seu Francisco das Chagas de Castro e o pai da menina, Rodrigo Oliveira já haviam conquistado uma ordem judicial para a apreensão do garoto e sua irmãzinha, que sofriam maus tratos em poder das mães, Rosana Auri e kacyla Pessoa. O menino já estava com o pênis mutilado e era forçado a se travestir de mulher.

A advogada Octávia Ribeiro, que convenceu o Juízo da Segunda Vara de Família no Acre, aguardava ansiosa. Mas a carta precatória ainda não havia chegado ao Fórum da cidade goiana. Apesar de ter uma cópia em mãos, Seu Chagas e Rodrigo, em comum acordo, optaram por chamar o conselho tutelar local e aguardar um pouco mais. Temiam a reação violenta do casal, que costumava ser barraqueiro e, diante do flagrante, seria capaz de tudo.

Tinham a esperança de no dia seguinte, no máximo, um oficial de justiça e a polícia militar o acompanhassem para, finalmente, ter o neto de volta e resgatá-lo do cárcere privado em que vivia. “Achamos melhor não pegar as crianças na marra. Demos prioridade em fazer a coisa certa conforme manda a lei”, disse Rodrigo ao acjornal nesta segunda-feira (17).

“Eles (as autoridades de Anápolis) sequer foram verificar. Não fizeram absolutamente nada. Nem a polícia, nem os conselheiros tutelares. Foi uma omissão terrível. Elas (Rosana e a companheira) fugiram pela madrugada levando as crianças”, lamenta a advogada. “Se houve falha, foi das autoridades de Goiás”, acredita Octávia Ribeiro. 

Outra questão sem respostas até hoje: são se sabe por quais razões o casal foi colocado num abrigo para mulheres vítimas de violência doméstica, em Rio Branco. As crianças não foram separadas da mãe e de sua companheira, o que aumentou o grau de tortura psicológica especialmente contra o menino Rhuan.

“Não buscaram saber que elas tinham um pai, um avô, apesar de estar claro que a presença das mães seria um risco”, espanta-se a advogada. Seja no Acre, no DF, em GO ou na paraíba, onde o casal perambulou em fuga com as crianças, todas as autoridades diziam a mesma coisa: o pai não pode oficializar queixa crime quando o filho está com a mãe. Quem dirá o avô terá este poder. 

No abrigo, o garoto era obrigado a chamar a mãe de pai. E a companheira de Rosana, de mãe. Rodrigo também comentou esse episódio: “não digo falha do sistema. A grande questão hoje é que na sociedade atual a mulher é sempre a vítima. E neste caso foi provado que não”, diz ele. A justiça do Acre, de fato, entendeu que Rosana e a companheira eram um risco à integridade do garoto. Os fatos estão narrados no processo movido por Rodrigo contra a mãe assassina.

Menina morreria também

A advogada Octávia Ribeiro acredita que a menina, irmã de Rhuan, também seria morta. “Sim, acredito piamente nisso. Observe que em seu depoimento, Kacyla Pessoa diz que, após a morte de Rhuan, ela mesma se aproxima de Rosana e pergunta o que ela pretendia fazer naquele momento, se ia matar a menina ou se ia matar a companheira. Isso evidencia que as duas tramaram um plano maior ainda. Infelizmente, foi preciso morrer uma criança para que a outra fosse localizada”, relata a advogada. Octávia diz que a família ainda estuda se buscará reparações.  

A monstra mutante

O acjornal pesquisou as redes sociais de Rosana Auri. Viu uma mulher bonita, que passava a impressão de ser temente a Deus, evangélica com frequência quase que diária à igreja. Posava bem vestida, em trajes que a deixavam mais elegantes. fazia aparições com o seu pastor, escrevia trechos bíblico, se dizia feliz e até se permitia fotografar com Rhuan no colo, como se amasse incondicionalmente o filho. O perfil acima era completamente diferente do que se transformou a mulher de 27 anos. No passado, quis atear fogo na casa da avó materna. Quis influenciar algumas autoridades religiosas para abrir uma igreja exclusivamente voltada ao público GLBT. Não conseguiu. Ganhou peso, se tornou uma mulher violenta. Assumiu a homossexualidade e saiu da casa do sogro, que lhe deu abrigo após o pai do garoto desistir da relação. Foi quando fugiu com Cacyla, roubando o menino que, àquela altura, tinha que ficar com o avô, por decisão judicial. 

 

 

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