Tchê descentraliza poderes na base aliada e quer os 16 deputados defendendo o governo. “Sozinho não consigo”

REDAÇÃO

O deputado Luis Tchê decidiu descentralizar poderes e responsabilidades, dentro e fora da Assembléia Legislativa. Não quer e não será o único líder do governo na Casa. Está pedindo o envolvimento dos outros 15 parlamentares que formam o bloco de apoio. Que eles assumam a partir da próxima semana a obrigação de enfrentar denúncias infundadas e esclarecer notícias negativas que fragilizam a administração estadual. Será difícil a missão de rebater a oposição que julga “qualificada”, agora reforçada pelo ex-aliado Roberto Duarte Júnior (MDB).

Acredita que cuidando do governo o governo ajudará a cuidar de seus mandatos. E vê como perigosa a reaproximação de Jorge Viana, pretenso candidato a prefeito de Rio Branco em 2020. Leia a entrevista: 

Acjornal – Há compromisso de fato dos 16?

Tchê – Eu estou tentando mostrar pra eles que a gente não pode pensar em carreira solo. Nós temos o nosso mandato, mas também temos um governo para cuidar. Cuidando bem do governo, o governo ajuda a cuidar dos mandatos. Amigo, sou muito sincero com você. Sozinho eu não vou conseguir. Não adianta me iludir. Eu preciso de todos, e todos são extremamente importantes. A gente respeita aqueles que são menos eloquentes, mas todos têm capacidade de ajudar dentro de suas limitações.

Acjornal – Muita denúncia pipoca por aí. Na agricultura, na Saúde, na Casa Civil, gente sendo nomeada, exonerada, etc. Qual o papel do secretariado na articulação?

Tchê – Isso é muito importante. O secretário é político também. Ele está lá por causa da política. Veja que o PT tinha um controle enorme da máquina, com estado aparelhado em 20 anos. Nesse início, a dificuldade é natural. Tem muito fuxico, mas isso a gente consegue controlar. O governador já agendou reunião com eles, para dizer que nós precisamos deles. Se a oposição apresenta uma pauta negativa, o secretário precisa estar próximo da gente para que nós possamos fazer a defesa do governo em tempo hábil. 

Acjornal – E esse joguinho de marketing do Jorge Viana, fazendo aposta na Mega Sena, aparecendo nas redes sociais, tentando se reaproximar da mídia. Ele aposta numa possível fragilidade na articulação política do governo para se dar bem em 2020?

Tchê – Primeiramente, eles disseram que o Gladson não tinha base. É mentira, até por que o Gerlen sempre foi um grande combatente. Mas…veja, se a nossa base der a sustentação que o governo precisa, o Jorge Viana vai ter muita dificuldade em ser candidato a prefeito. Será que a população quer a volta do PT depois de 20 anos em franca dificuldade?  Será se nós não temos nomes qualificados para vencer as eleições municipais. Será se nós não temos capacidade de unir todo o nosso grupo em torno desse nome? Eu acha que não é fácil, mas nunca impossível. tanto aqui na capital como no interior. É impossível um governo forte com uma base política fraca. O governo tenta alongar e negociar a dívida do estado, para obter uma margem maior de crédito, com a União acenando para poder ser o fiador de tudo isso. Temos uma LDO chegando na casa. O ajuste da reforça administrativa. E outras coisas que precisamos aprovar para dar governabilidade ao Gladson. 

Acjornal – Qual a sua proposta para não falhar?

Tchê – Eu penso que o líder não deve responder por tudo. Pretendo delegar poderes aos deputados aliados, para que eles assumam responsabilidades dentro de suas áreas prioritárias. O Cadmiel pode acompanhar assuntos referentes à Segurança. O Bestene, da Saúde. O Neném Almeida, na Agricultura. E assim por diante. Quero distribuir tarefas mas cobrar de cada um o envolvimento no debate dentro da Casa Legislativa. Somente assim teremos um grupo qualificado. Nós nunca vamos esquecer o passado. Mas acredito que o Gladson já fez história ao virar essa página política no Acre ao derrubar o império de 20 anos do PT.  

 

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