Rocha e a improbidade na Segurança Pública: presidente e vice de sindicato ganham R$ 23 mil no governo, enquanto socioeducativos podem perder emprego

REDAÇÃO

Willisson Viana Barbosa é servidor provisório. Daniel Cardoso Cavalcante é efetivo. O primeiro é presidente do Sintase, o Sindicato dos Agentes e Técnicos Socioeducativos. O segundo é vice presidente da entidade. Em comum, são comissionados do Governo do Acre, da cota do Major Rocha, vice-governador. Daniel ganha R$ 14 mil como diretor executivo de entidade modelo. Willison tem salário de R$ 9 mil como chefe de Departamento Modelo. Não pode. É improbidade. E Gladson Cameli não cumpre a promessa de coibir todo e qualquer ato criminoso na sua administração. 

O presidente do ISE sabe desta improbidade administrativa pois vai para reunião no sindicato com o presidente que é chefe do meio fechado e o vice presidente q também é chefe no ISE com cargo comissionado. E mais: os dirigentes não pressionam o governo – que é seu patrão -a convocar os aprovados no último concurso, vencido há dois anos. Internamente, já circula a proposta de um novo processo seletivo, o que deixou os atual contratados (provisoriamente) de orelha em pé. Se o certame não for renovado,80% dos socioeducadores podem ficar desempregados.   

A partir do instante em que a pessoa assume o sindicato, ele precisa estar afastada de qualquer função pública. Cargos em comissão e funções gratificadas são vedadas. Ela continua recebendo pela instituição, mas com tempo integral dedicado a defender a categoria que representa. O presidente e o vice, no caso, ganham pelo cargo comissionado e assinam documentos como gestores do sindicato, o que caracteriza improbidade administrativa. 

Em comunicado no grupo dos socioeducadores, Daniel diz ter se “esforçado” para renovar o contrato do pessoal. Acusa o governo de ter se negado a prorrogar o concurso e tenta trazer a categoria para o seu lado afirmando que, se necessário, moveria ações jurídicas contra o Estado. Ele teria esta coragem?

Uma fotografia que a reportagem teve acesso aparecem os sindicalistas fazendo política, juntamente com outros dirigentes de entidades que representam militares e civis, dentre eles alguns braços direitos do vice-governador, Major Rocha. Noutro documento, Willison assina como presidente da entidade, não restando dúvidas do crime de improbidade. 

Daniel Cardoso, manuscrito dirigido aos trabalhadores, tenta manter a categoria na mão. Ele escreve:

“Na tarde do dia 06 de março, as 16horas, tivemos uma reunião produtiva na Sede do nosso sindicato. Na presença da diretoria e diretores das unidades, conversamos com o presidente do Ise e o representante do governo, Joelson Dias. Expomos todos os problemas que causarão com o novo concurso público em vez de um processo seletivo como esperávamos. Nada ficou de fora, sobre o caos que queremos evitar, sobre os efetivos reduzidos nas unidades, sobre o concurso público efetivo que virá, a respeito de todos os problemas que enfrentamos nas unidades, do Juruá ao Alto Acre, o presidente da instituição e o representante do governo demonstraram interesse e preocupação na causa defendida pela diretoria. As providências estão sendo tomadas pelo sindicato e gestão visando resolver da melhor maneira possível nosso maior desafio. No decorrer da semana as providências jurídicas e articulações políticas não param. Na próxima semana ja temos uma reunião com o vice governador (responsável direto pela segurança do estado)”

A pergunta que pode calar: COMO É POSSÍVEL UM SINDICALISTA DEFENDER TRABALHAR SE ELE ESTÁ MUITO BEM ACOMODADO NA FOLHA DO PATRÃO, COM SALÁRIOS TÃO INVEJÁVEIS?

Ao governador Gladson Cameli, também cabe a questão: VAI FICAR ASSIM?

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