CASA DA MÃE JOANA: Capitão reformado com cardiopatia grave volta à ativa como assessor especial do vice-governador do Acre, e acumula salário de R$ 30 mil

REDAÇÃO

O capitão Etevaldo Marçal da Silva, da Polícia Militar do Acre, foi indevidamente nomeado assessor especial do vice-governador Major Rocha, com salário mensal de R$ 19 mil. O oficial corre risco de morte ao retornar ao trabalho, segundo laudos médicos que embasaram a aposentadoria dele por invalidez. O decreto de nomeação passou por cima da lei ao ser publicado em janeiro, no Diário Oficial do Estado. Mas pelo visto ele anda muito bem de saúde, a desempenhar sei ofício com fôlego de dar inveja a qualquer garotão.

Diz a lei: O aposentado por invalidez que retornar à atividade em qualquer regime de previdência terá sua aposentadoria automaticamente cancelada, a partir da data do retorno. (Incluído pela Lei Complementar nº 180, de 4 de dezembro de 2007)

Marçal está na folha de ativos e na folha de aposentados do Acre Previdência. A remuneração bruta mensal do capitão chega a R$ 30 mil mensais (veja ilustrações abaixo), somados o benefício e o generoso salário de assessor especial. O oficial é requisitado com frequência para viagens fora do estado e nos municípios acreanos, percebendo diária acima de R$ 1 mil. Em centros como Brasília e São paulo, uma diária em hotel 3 estrelas não passa de R$ 500,00. Em qualquer cidade do Acre, um apartamento individual completo, em hotel mais sofisticado, não custa mais de R$ 100,00.

Relações Públicas

A Relações Públicas da PMAC, major Marta, se disse impedida de comentar o assunto. Ela alegou tratar-se de fórum íntimo do capitão – muito embora tenha sido alertada pela reportagem de que o caso envolve interesse público, um agente público suspeito de receber indevidamente dinheiro público. Marta sugeriu que a reportagem enviasse um pedido de informações pelo site da PMAC, mas o formulário não abriu.

Não conseguimos contato com o vice-governador.

O comandante

O comandante geral da PM surpreendeu ao afirmar que desconhece o decreto de nomeação do capitão para o gabinete de Major Rocha. Ele não não aceitou receber, pelo aplicativo Whatsapp, uma cópia do decreto 484, datado de 31 de janeiro de 2019. E disse estar impossibilitado de receber a reportagem. O comandante sugeriu uma conversa com o repórter somente a partir de quinta-feira, portanto em uma semana. A entrevista dele está abaixo. Ouça.

Mais Notícias
Carregue mais