Calamidade por quê? Governo Gladson recebeu R$ 115 milhões mais em relação ao governo Tião Viana, aponta Banco do Brasil

REDAÇÃO

O governador Gladson Cameli não teria motivos para declarar calamidade financeira no Acre. O portal do Banco do Brasil revela que, de janeiro a abril de 2019 (nos quatro primeiros meses da gestão Cameli) o estado obteve receitas superiores em relação ao mesmo período do ano passado. E não foi pouco. Somente os repasses do Fundo de Participação do Estado (FPE) deram ao Estado do Acre um incremento de R$ 115 milhões nos primeiros 150 dias desse ano. Nem mesmo o governo Jorge Viana, tido por muito como a gestão mais positiva, conseguiu alcançar esses números, neste período. 

A reportagem consultou o ex-secretário Raphael Bastos (Planejamento). Ele confirmou o incremento comprovado pelo Banco do Brasil e foi curto e grosso: “R$ 115 milhões a mais não sugere que as contas estejam zeradas. Se não houve calamidade em 2018, por qual motivo haveria de ter em 2019?”, questionou. Perguntado sobre as razões para o governador ter feita tais declarações, o ex-secretário economizou palavras: “há outros motivos”. 

O governador acreano reapareceu com o discurso da calamidade após almoçar com o presidente Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira. Não é a primeira ameaça neste sentido.

Após a demissão do secretário de Planejamento do Acre, o próprio Raphael Bastos sugeriu que seu trabalho foi minado pela Chefia da Casa Civil, afirmando que o problema do Acre não seria falta de recursos. 

As informações sobre o comportamento de receitas provenientes da União são abertas, no site https://www42.bb.com.br/portalbb/daf/beneficiario,802,4647,4652,0,1.bbx. 

Mais Notícias
Carregue mais