Deputado barra esposa no governo por “mandato independente”

REDAÇÃO

O deputado Roberto Duarte viajou de férias “primeiro-secretário da mesa diretora da Aleac. Era o acordo com o próprio governador. Mas ao retornar, já nos preparativos  da posse, foi surpreendido pela manobra do PSDB, do vice, Major Rocha, que tomou-se a cadeira mais cobiçada do parlamento. O cargo é do tucano Luiz Gonzaga. Isso é política, em sua essência.

Duarte chegou a protestar e até ensaiou palavras duras acusando ter sido desleal a quebra do acordo. Sem jeito, coube-lhe o rumo inesperado: ser crítico ferrenho ao governo. E olha que, a depender  da discussão, a voz rouca do gaúcho ecoa em tom grave, transparecendo haver inimizades insanáveis entre ele e o chefe do Executivo.

Ao acjornal, na noite deste domingo, Duarte explicou, em poucas palavras por que tem dito que não passará a mão na cabeça do governador. Leia: 

acjornal – Como o senhor se define?

Roberto Duarte – “Eu não sou situação e muito menos oposição, sou independente. Muitas pessoas não entenderam isso ainda. Na política tradicional do parlamento, o parlamentar tem que ser oposição ou situação. Eu penso diferente, entendo que o parlamentar tem que ser defensor dos interesses da população. Aquilo que eu entender que não é favorável ao povo e nem de interesse da população não terá meu apoio. Meu mandato é do povo. Eu não tenho interesse pessoal e muito menos de ganhar dinheiro, e sim de fazer o melhor pelo Acre. 

acjornal –  Quem tem cargos no governo não é independente?

Roberto Duarte – Não falo pelos demais. Cada parlamentar segue seu mandato conforme achar melhor. Eu tomei a decisão de não indicar e cargos no governo justamente para ter a independência para trabalhar em prol da população. Não tenho amarras, posso me colocar a favor ou contra quando assim entender, sem medo de perder cargos. Minha esposa queira trabalhar no setor público e eu disse a ela que não concordava com isso até pelo menos eu não ser mais parlamentar. Ela, no início, não entendeu, mas hoje além de entender defende minha iniciativa. Cada parlamentar toma a decisão que entender melhor. Não sei como é a relação dos outros parlamentes com seus eleitores. Só sei do meu compromisso com os meus e com a população. 

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