Educação: em respeito ao ensino e pela convocação dos professores pela ordem de classificação

REDAÇÃO

A Secretaria de Educação do Acre parece caminhar igual o MEC: sem rumo. Há duas semanas de iniciado o ano letivo, muitas escolas ainda estão com déficit de professores.
Tudo por falta de capacidade de organizar a contratação dos professores provisórios. Como bem alertou o sindicato da categoria, lá atrás, os indicadores do aprendizado em 2019 serão catastróficos se as correções prometidas pelo próprio governo não saírem do papel. Esses profissionais, aliás, vêm sendo desrespeitados e muitos humilhados. São muitas as denúncias nas redes sociais, endereçadas à imprensa, às entidades de classe e à própria SEE, que emudeceu de vez, o que é extremamente desconfortável e desanimador.

Houve um compromisso tácito para chamar os primeiros classificados nos processos seletivos. Isto não ocorreu em sua plenitude. Há contratações fora da classificação e indicações feitas por parlamentares (deputados e senadores e ate vereadores aliados),  quebrando a palavra do próprio governador e dando a impressão de que o critério técnico e a profissionalização do ensino não passaram de falácia. É hora de cobrar a propalada gestão eficiente e pulso por parte do secretario e sua equipe.

A desordem afeta vários setores, desde a Diretoria de Ensino até o Departamento de Gestão, o que é mais grave. A ingerência interna, com decisões atravessadas, sem critérios qualitativos, também ameaçam o cumprimento de uma meta satisfatória para o primeiro ano de governo. O senhor Rego tem ido aos municípios fazendo e desfazendo. Os núcleos de Educação contratam mas ele manda descontratar. Professores de Xapuri, por exemplo, estão revoltados e denunciando nas redes sociais, causando um vexame administrativo que está respingando negativamente.

Em Epitaciolândia, Rego, de novo ele, mandou fazer lotação fora da classificacão. Uma professora usa o aplicativo Whatsapp para espatifar a desordem, no intento de a denúncia chegar aos ouvidos de Gladson Cameli.

Em Tarauacá, Rego, de novo, é citado em denúncias como autor de contratações de merendeiras,  serventes e professores. Um grupo se articula para ir ao Ministério Público após a declaração do próprio secretário, publicada na imprensa local. Mauro Cruz admitiu ter identificado sete contratações irregulares.

Ora, se há sete, há mais. Por tudo isso, faz sentido a preocupação da imprensa e de alguns sindicalistas para revisar os contratos e cobrar da SEE um monitoramento mais rigoroso, afinal,pelo visto, o sistema está vulnerável, especialmente, aos políticos que pretendem emplacar seus apadrinhados a qualquer custo. Somente assim se dará respostas a esse mundaréu de denuncias. É bom lembrar que os jornais, as redes sociais e o próprio MP são os canais mais rápidos e eficientes para receber denúncias. Importante salientar que de boa vontade o mundo está cheio. É preciso resolver problemas e cortar o mal pela raiz.

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