Via Verde Shopping é condenado após barrar deficiente no Dia das Mães

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O Via Verde Shopping e a empresa Protege S/A Proteção e transporte de Valores foram  condenados a pagar indenização de R$ 15 mil ao deficiente físico Mário Williams Moreira, a título de danos morais.

A sentença, em primeiro grau, é datada de 22 de fevereiro de 2019, da juíza Thaís Queiroz de Oliveira Khalil, que mandou arquivar o processo. A magistrada viu elevado zelo dos advogados das duas partes, que permitiram tramitação demorada da ação, e baixou de 20% para 13% os honorários, a serem pagos também pelos réus.

O deficiente foi impedido de ter acesso às dependências do shopping, no dia 5 de maio de 2013, quando tentava comprar um presente para a sua mãe. Dona Lenira Gomes de Oliveira, a mãe de Mário, também será indenizada pela dor de ter visto o filho sofrendo.

A funcionária de uma das lojas do shopping relatou que viu Mário chorando muito na frente do centro de compras e perguntou o que havia acontecido, tendo ele dito que foi ao local comprar um presente para a mãe, mas foi impedido de entrar “por causa de suas vestimentas.”

O Shopping e a Protege chegaram a pedir o depoimento pessoal de Mário. Mas isso não foi possível, diz a juíza, diante da dificuldade de ele se expressar oralmente, impedindo qualquer compreensão sobre o que o mesmo tentou dizer quando inquirido, ocasião em que revelou grande inquietação e emoção.

O Ministério Público apurou que um motorista e um cobrador de ônibus, que conheciam Mário e sempre o transportava para outros lugares, se comoveram a ver que o rapaz voltava do Shopping chorando após ser barrado. Ao motorista e ao cobrador, um segurança do Shopping disse que Mário não poderia entrar por se tratar de um “deficiente físico desacompanhado”.

Uma funcionária da loja Subway presenciou todo e postou comentário no Facebook a respeito dos fatos, o que gerou inúmeros comentários na rede social, atraindo também a atenção da imprensa à época.

A Assessoria de Imprensa do Shopping referiu-se a Mário como deficiente mental e pedinte, mas depois disse que se equivocou e pediu desculpas. O superintendente do shopping mencionou que a abordagem se deu no intuito de oferecer uma cadeira de rodas, mas esta versão foi desmentida pelo motorista do ônibus.

Mário tem grande carisma da população.Há algum tempo ele não é visto nas ruas da cidade. A reportagem não conseguiu localizá-lo.

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