Sobre os radares: Roberto Duarte precisa decidir em qual lado está

REDAÇÃO

O deputado Roberto Duarte precisa decidir se vai ser aliado ou atrapalhar a governabilidade. Ser imparcial não enseja jogar merda em ventilador e cascas de banana no caminho de quem o ajudou num passado recente. Deve compreender, como bom advogado que é, que a política é dinâmica. E, portanto, quem está nela, dela precisa para ter visibilidade e notoriedade. Não há notícia de que salvadores da Pátria tenham resistido ao tempo e a mais de uma legislatura servindo a Deus e ao Diabo.

É possível, sim, ser popular sem ser populista; agradar ao povo sem desmerecer ou causar vexame, intrigas ou constrangimento ao grupo ao qual pertence. Não há lugar para novos mártires. A pauta são os radares.

O governador, investido numa boa intenção política e sensível às reclamações da população, anunciou que acabaria com as multas eletrônicas. Isto está claro no vídeo que fez, dentro da Casa Civil, ladeado de assessores. Todos os cidadãos, multados indevidamente ou esperando anos a fio pelo julgamento de seus recursos, aplaudiu a medida. Não é de domínio público que o PT fez caixa para bancar campanhas eleitorais e, para tanto, sangrou a jugular dos condutores?

Também ficou claro que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) daria um parecer sobre o assunto, a fim de tirar da responsabilidade do estado a gestão dos pardais e radares, repassando-os ao município, em respeito à lei.

Não vi, tampouco ouvi, o governador mencionar que mandaria “desligar os radares”. Não é verdade, ainda, que, por determinação do governador, as multas seriam perdoadas. O deputado errou no feed back. E alimentou a imprensa chantagista a usar termos incabíveis, lançando discórdia desnecessária e dando margem a críticas infundadas pelo grupo de oposição irresponsável.

Reescrevo o que disse o diretor do Detran: “todas essas multas de radares não farão mais parte da estrutura do Detran. As multas que existem não vão deixar de existir, apenas tiramos da responsabilidade do Detran as multas dos radares, pois na zona urbana é municipalizado”.

Ademais, todos sabem que o deputado ainda está magoado por não ter sido eleito primeiro-secretário da Aleac, num suposto acordo com o próprio governo. Ora, não cabe, excelência, dizer que “sou do povo” sendo que, por trás de um comportamento irascível”, se esconde a cobiça por um cargo cuja missão é controlar o segundo maior orçamento do estado.

O político que foca a vida, a saúde, o bem estar das pessoas, preocupa-se mais em apresentar propostas equivalentes….e não se permite a queixas e apontamentos ridículos. A atividade política implica, necessariamente, que se escolha um lado, quando isso não acontece perde se a identidade.

Não foi sincero.

Amadureça!

 

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