Marido tenta se explicar sobre cargo comissionado no governo. Juíza recebe solidariedade

REDAÇÃO

Numa nota curta, o empresário José Gilson Tomé Silva se pronunciou sobre a sua nomeação para ocupar cargo comissionado no governo. Tomé é marido da juíza eleitoral Rogéria Epaminondas Tomé Silva e ocuparia posto de trabalho na Secretaria de Educação, de acordo com decreto assinado pelo governador Tião Viana no Diário Oficial da última quarta-feira. A reportagem foi publicada por acjornal na manhã desta sexta-feira.

“Devido a matéria divulgada esclareço que estamos casados apenas no papel, mas não vivemos mais juntos. Estamos nos separando. Minha vida pessoal já não diz respeito a ela. Nós temos apenas boa relação, porque temos filhos e tenho minhas responsabilidades”, disse o empresário. “Eu não vou assumir esse cargo”, completou. Questionado sobre os motivos da nomeação e possíveis relações com o governador Tião Viana, o empresário respondeu: “tenho minha opinião política, e não vou assumir esse cargo”.

A juíza confirmou estar em processo de separação e disse que foi surpreendida com a notícia. Rogéria, juíza da 9ª Zona Eleitoral, recebeu a solidariedade de vários advogados e membros do Judiciário. Todos concordam que a magistrada tem postura séria e jamais se envolveria em ilícito, especialmente na missão de garantir lisura nas eleições.

A advogada Joana D´Arc Valente Santana esteve pessoalmente na redação do acjornal para dar uma declaração em defesa da magistrada. “Sou crítica implacável, porém justa. Me estarreci diante desta nomeação para CEC 3 na SEE, com efeitos a contas em 1º de outubro. Desde ontem recebi a informação e iniciei uma investigação pessoa. Posso atestar, com a prerrogativa da minha função e fé pública: a magistrada tem conduta ilibada e total isenção para exercer a sua função que ora está investida. De fato, está separada, faltando apenas oficializar o divórcio. Constatei o constrangimento laboral e pessoal da magistrada ao tomar conhecimento da reportagem. Minha conclusão pessoal é a de que cabe, sim, uma investigação implacável na relação entre o senhor José Gilson e o senhor governador. Para mim, o chefe do executivo usou de má fé”, disse a advogada.

Mais Notícias
Carregue mais
%d blogueiros gostam disto: