Dívida do Governo do Acre com trabalhadores é de R$ 13 milhões. “Ou economiza ou deixa de pagar o 13º”

REDAÇÃO

Ou o Estado economiza, ou deixará de pagar o décimo-terceiro. A informação foi dada pelo comandante geral da Polícia Militar do Acre, coronel Kimpara, em reunião para tratar da suspensão total no pagamento do banco de horas dos bombeiros referente ao mês de outubro. O comandante afirmou ainda que a Secretaria de Gestão Administrativa enfrenta dificuldades para cobrir a dívida com servidores, referente a verbas rescisórias, titulação e outras em atraso, na ordem de R$ 13 milhões.

Somente com os bombeiros, o governo está obrigado a pagar pelas 30.724 horas excedentes, totalizando uma divida de R$ 678 mil. Uma ordem do governador, na intenção de cobrir despesas mais urgentes, acabou suspendendo o pagamento, deixando os militares inconformados. “A gestão atual não pode ser encerrada devendo folha de pagamento”, lembrou na reunião Joelson Dias, presidente da Associação dos Militares do Acre (AME).

Kimpara disse que há meses a PMAC se planejou para não exceder o uso do banco de horas no exercício atual em relação a 2017. Porém, as associações que representam o conjunto dos militares argumenta que a PM só tem saldo graças a convênios que somam R$ 280 mil firmados com outras secretarias, como a SEFAZ, o DETRAN, o IAPEN, a Prefeitura de Rio Branco. Os bombeiros não têm esse privilégio.

O comandante garantiu que a Operação Papai Noel não será prejudicada, mas alertou que fará “ajustes normais” ao final de ano, limitando adequadamente o banco de horas para atender às escalas de dezembro. Ele também admitiu haver dívidas com a locação de veículo e combustível, e que “neste momento não há cota de combustível”, mas não descarta racionamentos futuros.

Os militares foram sobrecarregados por vários motivos: não houve o concurso para soldado anunciado em 2017; dezenas de militares pediram para ir para a reserva; o pelotão de bombeiros mirins duplicou o número de crianças em 2018; a piscina do CBMAC no CEAN ampliou as atividades;  foram inaugurados o Batalhão em Feijó e o Colégio Militar Dom Pedro II; as operações integradas com PM e Polícia Civil foram ampliadas; houve mais vistorias neste ano; as palestras e formação de brigadas aumentares; maior destacamento de guardiões de piscina e balneários; além das atividades ordinárias de defesa civil nos batalhões, nos aeroportos e no Samu.  O comandante geral do CB, coronel Batista, ficou de enviar ofício à secretária de Gestão Administrativa, Sawana Carvalho, e à Casa Civil, explicando o aumento na demanda em 2018 em relação a 2017.

Da reunião participaram: Igor Oliveira, presidente APRAPMAC; Abrahão Púpio, Presidente APRABMAC; Maurilio Nascimento, presidente em Exercício Clube ST e SGT PMAC; e Joelson Dias, presidente AME-AC

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