Sacaneados pelo PT, Ney Amorim e Raimundo Angelim “desfalcam” agenda com Jorge ao lado de Marcus Alexandre

REDAÇÃO

Na noite deste sábado, o deputado federal Raimundo Angelim reafirmou a sua insatisfação com o PT. “O que eu disse está dito”, afirmou o parlamentar sobre a entrevista dada a um colunista de Rio Branco. Angelim estava pouco à vontade para comentar a sua ausência na chamada caminhada das flores, ocorrida pela manhã. O partido tratou o evento como prioritário, por ser na capital, onde as intenções de voto dão vitória ao senador Gladson Cameli, segundo as pesquisas Data Control, Ibope e Delta, divulgadas ao longo da semana. Os cardeais petistas exigiram a presença de todos os candidatos proporcionais e majoritários. “Eu estava noutra agenda”, limitou-se a dizer. “Fui na Transacreana rever alguns amigos e eleitores”. O deputado Ney Amorim, alvo de uma ofensiva do grupo pró-Jorge Viana, também não foi.

Sobre a nota divulgada à noite, em que o PT afirma não haver desunião, Angelim preferiu ficar calado. Ele foi educado, agradeceu a ligação e pediu para desligar. O deputado identificou uma campanha sórdida por parte de dirigentes petistas para miná-lo. Foi dada prioridade total ao voto casado para Léo de Brito e Daniel Zen, especialmente dentro da SEE, a Secretaria de Educação e Esportes, para onde Angelim destinou recursos de suas emendas. O ex-prefeito, raramente, perde a compostura ou aparenta irritação como desta vez.

A nota, assinada pelo presidente do partido, André Kamai, apontado como um dos principais traidores de Ney e Angelim, tenta minimizar o estrago causado, sobretudo, por um vídeo em que Jorge Viana se antecipa a operações policiais semelhantes às que investigam fraude em contratos da Aleac com uma publicitária presa. A Justiça mandou o Facebook remover o vídeo, por considerá-lo ofensivo contra o deputado Ney Amorim, cujo nome sequer foi citado na investigação. Para os apoiadores de Ney, Jorge e Tão manobram para desestabilizar a campanha do deputado, principalmente após as pesquisas colocarem o senador petista como não reeleito se as eleições fossem hoje.

“Não há espaço, portanto, para rachas e/ou divisões entre qualquer de suas candidaturas”, diz a nota do PT. André kamai culpa setores da imprensa de tentar “atingir o partido dos Trabalhadores”. O presidente da legenda evitou, no entanto, de comentar o desabafo de Ney Amorim, na noite deste sábado, em Sena Madureira. O deputado (veja AQUI) confirmou ter havido “um comando” para prejudicar a sua campanha. Emocionado, o deputado disse que seguirá em frente com sua candidatura, “embora tenha sido abandonado por alguns”.

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