Hefesto tem militar preso. PF faz novas buscas na Aleac, publicitaria tenta provar nível superior e candidata dorme no presidio

REDAÇÃO

Agentes federais lacraram e apreenderam vários computadores da Assembleia Legislativa, na tarde desta sexta-feira. Os policiais chegaram quando o expediente estava sendo encerrado, atendendo ordens do juiz federal Herley da Luz Brasil. O magistrado mandou apreender documentos que possam ajudar na investigação de fraude em licitação publicas. O presidente da Casa, deputado Ney Amorim, defendeu a apuração do caso e adiantou que os responsáveis serão exemplarmente punidos.

O juiz Herley da Luz mandou prender sete envolvidos numa trama de suborno a serventuários da Justiça do trabalho, na operação que ficou conhecida como Hefesto, nesta quinta-feira. A publicitaria Charlene Lima, presa preventivamente, não conseguiu comprovar nível superior e foi transferida, por volta de 01:30h desta madrugada, para uma sala no quartel do Batalhão da Policia Ambiental. Charlene argumentou que concluiu os estudos em Rondônia e os advogados dela aguardam a chegada de um documento comprobatório para evitar que sua cliente seja levada ao presidio, para outras duas envolvidas foram levadas. A jornalista da empresa de Charlene, Tatyana Campos, presa provisoriamente, foi levada a uma sala de Estado Maior, em razão de prerrogativas legais por também ser advogada.

Uma sobrinha da publicitaria, Andreia Lima Pupio, candidata a deputada estadual pelo PTB, esta entre as detentas, alem de duas outras servidoras da Aleac, Vanusa e Simone Felix. Estas permanecem no chamado “Berçario”, ala feminina onde ficam as detentas gravidas ou com filhos menores, no Presidio Francisco D Oliveira Conde.

Um policial militar também esta preso, embora seja apontado como o delator de toda a trama. Ele prestou serviços, por longos anos, a VT Publicidades, de propriedade de Charlene Lima. Um desentendimento acabou gerando ação trabalhista contra a publicitaria, que, segundo a Policia Federal, estaria envolvida numa tentativa de suborno a serventuários da Justiça do trabalho no Acre. O militar, custodiado no quartel do Bope, insatisfeito com o rompimento da relação de trabalho, buscou indenização na casa de R$ 600 mil, valores que foram contestados, gerando uma contenda judicial com desdobramentos ainda imprevisíveis. Na justiça, o militar teria incriminado a ex-patroa, que presta serviços na área de publicidade institucional a Assembleia Legislativa.

Advogados tentam libertar seus clientes ainda neste final de semana.

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