“Debate da Ufac” vira baderna em circo armado pelo PT e Ulisses reage: “não sou acusado de desviar R$ 700 milhões”

REDAÇÃO

Os candidatos David Hall, Janaina Furtado e Ulisses Araujo foram constrangidos num ambiente barulhento e hostil, no que o Diretório Central dos Estudantes (DCE) chamou de “debate politico”, na noite desta sexta-feira, no Auditório da Ufac. Nem todas as poltronas foram ocupadas, mas a plateia estava composta, integralmente, por uma militância mal comportada e ensandecida sob o comando de petistas como o presidente afastado da RBtrans, Gabriel Forneck. A reportagem apurou que ele não reassumira o comando da autarquia.

Comissionados do estado foram os primeiros a chegar, por volta de 16 horas, quando deveriam estar trabalhando. A ordem era ofuscar os candidatos oponentes a Marcus Alexandre com vaias e sucessivas interrupções. Não houve quem mantivesse a ordem e ate mesmo o cerimonial foi tragado, silenciado e manipulado por acadêmicos tresloucados. O candidato Gladson Cameli, líder nas pesquisas para o Governo do Acre, optou por não comparecer. Sua assessoria entendeu que não haveria ambiente suficientemente seguro e respeitável.

Ulisses reagiu afirmando que tem ficha limpa, mostrando uma folha de papel em branco. “Eu não respondo processo por desvio de R$ 700 milhões”, disse ele, lembrando a Operação Buracos, em que o candidato petista e apontado como chefe do esquema apurado pela Policia Federal.

A jornalista Angelica Paiva, da TV Gazeta, fez uma dura critica ao debate: “eu queria entender em que raios de país estou vivendo que o DCE pede ajuda da polícia militar para um evento dentro do Campus- uma área FEDERAL – e a reitora Guida Aquino permite. Até onde sei PM, Polícia Civil, Polícia de Trânsito não tem jurisdição no campus. Debate engessado nos moldes da Globo. Saí envergonhada e com saudade do movimento estudantil. Parabéns ao coronel Ulisses (PSL) que mesmo consciente de enfrentar uma platéia majoritariamente de esquerda, enfrentou com tranquilidade as vaias e provocações”, disse, ao registrar a ausência do progressista.

O comportamento dos estudantes foi duramente criticado nas redes sociais e alguns internautas concordaram que Gladson Cameli perderias tempo ao comparecer ali. Ao final, Marcus Alexandre foi carregado ao estilo Bolsonaro.

 

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